sábado, 29 de abril de 2017

Isso é Graça!






Se alguém matar seu filho e você matar essa pessoa, isso é vingança...



Se alguém matar seu filho e você entregar essa pessoa às autoridades para que ela seja julgada, isso é justiça...



Se alguém matar seu filho e você convidar essa pessoa à sua casa, perdoando-lhe completamente e ainda a adotar como filha, isso é graça!



Foi isso que Deus fez por nós!

Judith Kemp - Depressão e Graça


 

sábado, 22 de abril de 2017

Vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores





         [...], você já notou como grande parte do Antigo Testamento é dedicada a narrativas de vários filhos e filhas de Abraão que foram uma bênção para os povos não judeus?
      Se não chegou a notar esse significado especial de suas histórias favoritas no Antigo Testamento, quero incluir como exemplo as seguintes informações:
  1. O próprio Abraão deu testemunho aos cananeus, filisteus, heteus e, apesar de negativamente, aos egípcios.
  2. José foi um filho de Abraão que compensou a falta de um testemunho claro por parte de seu ancestral à nação egípcia! José abençoou os egípcios de maneira verdadeiramente admirável.
  3. Os espias que entraram em Jericó antes da sua destruição tornaram-se uma benção para Raabe, uma prostituta cananeia e sua família.
  4. Noemi, filha de Abraão, foi uma benção para duas mulheres moabitas, Rute e Orfa.
  5. Moisés tornou-se uma benção para Jetro, seu sogro midianita (Ex 18.1-12).
  6.  O rei Davi fez até mesmo os seus inimigos, os filisteus, reconhecerem a grandeza de Deus.
  7. O profeta Elias foi uma bênção para a viúva de Sarepta, em Sidom (Lc 4.26).
  8. O profeta Eliseu, também foi uma bênção para Naamã, um sírio.
  9. Jonas, embora com relutância, tornou-se uma bênção para a população gentia de Nínive.
  10. O rei Salomão foi uma benção para a "Rainha do Sul", procedente de Sabá (Lc 11.31).
  11. Daniel e seus três companheiros, Sadraque, Mesaque e Abedenego, foram uma bênção para os babilônicos.
  12. Ester e seu tio Mordecai foram uma benção para todo o Império persa (v. Et 8.17).
  13. Ezequiel, Jeremias, Esdras, Neemias e outros profetas levaram a Palavra do Senhor a várias nações gentias.

[...]

E não apenas isso, mas existem também mais de 300 passagens afirmativas no Antigo Testamento que ampliam a promessa divina selada com juramento, no sentido de abençoar todas as nações da terra (v., por exemplo, o Salmo 67 e Isaías 49.6).

O Fator Melquisedeque - Don Richarson - Ed. Vida Nova


  

domingo, 16 de abril de 2017

Páscoa



Celebre a Páscoa e agradeça a Deus pelo sangue de Jesus derramado por nós.


Uma noite antes de entregar a vida para expiar os pecados da humanidade, Jesus celebrou a Páscoa com os seus discípulos. Chegara o dia em que o Cordeiro deveria ser morto. Cristo então enviou Pedro e João a fim de que fizessem os preparativos e assim pudessem comemorar juntos.
Os discípulos, seguindo a instrução de Jesus, prepararam a refeição. Depois que todos já se haviam postado ao redor da mesa, Jesus, sabendo que em poucas horas ia ser torturado e morto, declarou: “Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês antes de sofrer. Pois eu lhes digo: Não comerei dela novamente até que se cumpra no Reino de Deus” (Lc 22. 15,16).
Enquanto comiam, Jesus pegou o pão, deu graças, partiu-o e o entregou aos discípulos, dizendo: “Isto é o meu corpo dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim” (v. 19).
Então tomou o cálice nas mãos e explicou: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês” (v. 20).
Foi um momento maravilhoso na celebração daquela festa tão importante. Em poucas horas Jesus se tornaria o Cordeiro imaculado do sacrifício, morto para remover os pecados da humanidade!
Deus determinou que a Festa da Páscoa seja celebrada para sempre, por todas as gerações, começando com Moisés e os filhos de Israel: “Estas são as festas fixas do SENHOR, as reuniões sagradas que vocês proclamarão no tempo devido: a Páscoa do SENHOR, que começa no entardecer do décimo quarto dia o primeiro mês” (Lv 23. 4,5). E também: “Este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes celebrarão como festa ao SENHOR. Celebrem-no como decreto perpétuo” (Ex 12. 14).
Deus enfatizou que essas eram as suas festas e se referiu à Páscoa como a “Páscoa do Senhor”. Os filhos de Israel iniciavam o ano com essa festividade, realizando-a no décimo quarto dia do primeiro mês, durante a primeira colheita da cevada, o que corresponde ao mês de abril em nosso calendário.
O propósito de Deus ao estabelecer essa festa era lembrar a todos a libertação sobrenatural de Israel do cativeiro e o cordeiro do sacrifício, que os protegera do anjo da morte, quando este veio matar os primogênitos dos egípcios.
A Páscoa deveria ser um tempo de regozijo e celebração. O termo “Páscoa” vem do hebraico pessach e significa “passar por cima”, uma alusão a passagem do anjo da morte sobre as casas ungidas com sangue.
Para relembrar a libertação do cativeiro, no décimo dia do mês, cada família selecionava um cordeiro, um para cada casa. O animal tinha de ser macho de um ano e não podia ter defeitos (Êx 12. 3,5,6).
No décimo quarto dia, o chefe de cada casa matava o cordeiro e o apresentava ao sacerdote, que aspergia o sangue do animal sobre o altar. O sangue também era borrifado, com um ramo de hissopo, na verga e nos umbrais da porta de entrada da casa do ofertante.
Na mesma noite, todos os familiares se reuniam e comiam a Páscoa. O cordeiro era assado, e eles o comiam com pão sem fermento e ervas amargas. Antes e depois da refeição, os israelitas cantavam o hallel: iniciavam entoando os Salmos 103 e 104 e terminavam cantando os Salmos 105 a 108.
Foi essa mesma refeição que Jesus celebrou com seus discípulos. Ao tomar o pão, dar graças e distribuí-los aos discípulos, estava se identificando com o holocausto. Ao passar-lhes o cálice de vinho, informou-lhes de que o seu sangue seria derramado para purificar a humanidade do pecado.
Jesus declarou aos discípulos: “Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês antes de sofrer” (Lc 22.15). Ele era o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8). Muito antes que a terra fosse tomada, Ele estava aguardando esse dia, em que ia entregar a própria vida em sacrifício.
Por meio de sua morte, Jesus cumpriu a Páscoa. Como Cordeiro de Deus, foi morto, e o seu sangue foi derramado para nos redimir dos pecados. “Ele foi oprimido e afligido; e, contudo, não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca” (Is 53.7).
O sangue do cordeiro colocado nos umbrais da porta protegeu os israelitas do anjo da morte, pois foi esse o meio que Deus usou para livrá-los do cativeiro egípcio.
O sangue de Cristo derramado na cruz e aspergido sobre a nossa vida nos purifica do pecado e nos livra da escravidão de Satanás e da morte eterna. O sangue de Cristo é a base para nossa libertação.
Não somos mais escravos do pecado, e sim filhos de Deus! Não temos mais de permanecer presos à doença, às moléstias ou à pobreza. Já fomos libertos! O sangue do Cordeiro imaculado de Deus nos libertou! Estamos livres do pecado e de suas consequências. Deus já concedeu a provisão plena para suprir todas as nossas necessidades!
A vontade de Deus é que guardemos a Páscoa. Paulo recomenda aos coríntios: “Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. Por isso, celebremos a festa, não com fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento, os pães da sinceridade e da verdade” (1Co 5.7,8).
O apóstolo recomendou que “celebremos a festa”, mas como fazer isso?
Jesus declarou: “Façam isto em memória de mim” (Lc 22.19). participar da Ceia do Senhor é mais que cumprir ordenança. Guardamos a festa da Páscoa aspergindo o sangue em nossa vida, pela fé. CRISTO É O NOSSO CORDEIRO PASCAL SACRIFICADO EM NOSSO LUGAR!
O “fermento velho” ao qual Paulo se refere é o pecado.
O pão sem fermento, comido durante a refeição da Páscoa com o cordeiro assado, representava a vida pura e sem pecado de Cristo. Era feito com farinha fina e assado em forma de panqueca. Durante a festa, não podia haver nenhum tipo de fermento na casa dos israelitas. Os filhos de Israel faziam uma inspeção rigorosa na despensa para ter a certeza de que não havia mais vestígio de fermento na casa.
Sabendo que o sangue de Cristo nos libertou completamente da escravidão de Satanás, devemos purificar-nos de todo o pecado. O “fermento” da maldade e da perversidade deve ser lançado fora. Da mesma forma em que não podia haver fermento na casa dos israelitas durante a Páscoa, devemos consagrar-nos a Deus e anular as obras da carne.
Assim como os israelitas comeram o cordeiro pascal e receberam força e suprimento para a sua jornada após a libertação do cativeiro do Egito, devemos buscar o nosso alimento espiritual e a nossa força – enfim, toda a nossa vida – na comunhão com o Senhor.
Guardamos a Páscoa tomando posse, pela fé, das provisões divinas: salvação, libertação, cura, força, sabedoria e tudo o mais que Ele reservou para nós!



Bíblia de Estudo – Editora Central Gospel – págs. 1329 e 1330 


sábado, 15 de abril de 2017

7º Aniversário do Blog!!!





07



Anos


jairtomaz@olheparaacruz.blogspot.com.br

Como um sistema total.





Entender o Cristianismo como um sistema total de vida é absolutamente essencial, por duas razões. Primeiro, nos capacita a dar sentido ao mundo em que vivemos e assim ordenar nossas vidas mais racionalmente. Segundo, nos capacita a entender as forças hostis à nossa equipando-nos para evangelizar e defender a verdade cristã como o instrumento de Deus para transformar a cultura.


E agora como viveremos? - Charles Colson & Nancy Pearcy


sábado, 8 de abril de 2017

não apenas fisicamente, mas também conceitualmente.




"Porque não simplesmente confiar no evangelho simples?", alguns podem perguntar. A resposta é que Deus nos chamou para amar as pessoas o suficiente para ir aonde elas estão - não apenas fisicamente, mas também conceitualmente. Devemos ouvir suas perguntas e formar respostas que elas possam entender. Deus é soberano, claro, e pode penetrar até no mais duro dos corações com sua Palavra. Mas nós, como seus instrumentos, somos chamados a amar as pessoas o suficiente para alcançá-las em sua própria linguagem. Isto é, de fato, o que missionários fazem no estrangeiro; e hoje, mais do que nunca, somos estranhos em nossa própria terra, desenvolvendo cosmovisões missionárias para nossa própria cultura pós-cristã e pós moderna.


E agora como viveremos? - Charles Colson & Nancy Pearcy



sábado, 1 de abril de 2017

Discipulado da mente.




O chamado cristão não é somente para salvar almas, mas também para salvar mentes. Nas palavras de Harry Blamires, um aluno de C S Lewis, "não há lugar na cristandade para uma cultura do espírito que negligencie a mente". Essa noção deve soar estranha para muitas pessoas, mas certamente é bíblica. Segundo Jesus, o maior mandamento é: "Amarás ao Senhor teu Deus, de todo  o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento" (Mateus 22.37, ênfase adicionada). Amar a Deus com todo o pensamento, ou entendimento, ou mente significa entender as ordenanças de Deus para toda criação, para o mundo natural, para as sociedades, para os negócios, para as escolas, para o governo, para a ciência, para as artes. O apóstolo Paulo nos diz para levar "cativo todo entendimento à obediência de Cristo" (2 Cor 10.5). Ele também afirma para que ofereçamos nossos corpos em "sacrifícios vivo" e então explica o que isso significa: "E não vos conformeis com este mundo, mas transformei-vos pela renovação de vosso entendimento" (Rm 12.1-2).


E agora como  viveremos? - Charles Colson & Nancy Pearcey




sábado, 25 de março de 2017

O Legalismo - A observância de certos dias


O legalismo é a religião da realização humana.Defende que a espiritualidade é baseada nas obras ou em Cristo mais as obras. Nesse caso, a medida da espiritualidade fica na dependência daquilo que o homem é capaz de fazer. Os verdadeiros cristãos, entretanto, são aperfeiçoados em Cristo, que lhes garantiu completa salvação,perdão e liberdade.


A observância de certos dias

As celebrações anuais dos judeus são a Páscoa,o Pentecostes e a Festa dos Tabernáculos (cf Lv 23).Sacrifícios eram oferecidos no primeiro dia do mês ou na lua nova (cf. Nm 28.11-14). Paulo cita também os "sábados",outro dia santo da antiga aliança, do qual não se exige a observância dos cristãos. Sobre isso, podemos encontrar as seguintes evidências nas escrituras:

1- o sábado era sinal da antiga Aliança (Ex 31.16-17; Ne 9.14; Ez 20.12), portanto, aos cristãos não se exige que cumpram os sinais do antigo pacto (Hb 8.13);

2- o Novo Testamento, em nenhum lugar, recomenda que o cristão guarde o sábado;

3- os cultos na igreja primitiva eram realizados no domingo, o primeiro dia da semana,

4- não há sinal no Antigo Testamento de que Deus esperava que as nações gentias observassem o sábado, nem que foram condenados por não fazê-lo;

5- não há evidência de que se guardava o sábado antes de Moisés, nem há qualquer mandamento para o sábado, anterior à lei dada ao povo de Israel no monte Sinai;

6- o Concílio de Jerusalém não impôs a guarda do sábado aos crentes gentios;

7- Paulo,nas epístolas que escreveu, preveniu os gentios acerca de diversos pecados,mas nunca acerca da quebra do mandamento do sábado;

8- Paulo censurou os gálatas por pensarem que Deus esperava que eles observassem dias especiais,incluindo o sábado (Gl 4.10-11);

9- Paulo ensinou que guardar o sábado era uma questão de liberdade cristã (RM 14.5);

10- os pais da igreja primitiva,de Inácio a Agostinho, ensinaram que o sábado do Antigo Testamente foi abolido e que o primeiro dia da semana (domingo) era o dia em que os cristãos deveriam encontrar-se para prestar culto a Deus. Isso contraria o argumento de alguns de que o culto dominical somente foi instituído no quarto sécuo (cf. MacArthur,p. 118-119).



sábado, 18 de março de 2017

Como a Bíblia pode declarar a Soberania Divina e, ao mesmo tempo, a Liberdade Humana?



Deus é o governante soberano do universo e de todos os assuntos humanos, e os seres humanos são responsáveis, perante Deus, pelas escolhas morais que fazem e pelas ações que realizam. Sim, a Bíblia ensina as duas coisas, a soberania divina e a liberdade humana, e as duas coisas são verdadeiras.


O que a Bíblia ensina sobre o governo soberano?

Consideremos Daniel 4.35, onde somos instruídos de que Deus, "segundo a sua vontade, opera com o exército do céu e os moradores da terra;não há quem possa estorvar a sua mão e lhe diga: Que fazes?" Com base neste versículo, são necessários três observações. Em primeiro lugar, o governo de Deus é o exercício da "sua vontade". Isto é, Ele decide, de antemão, o que deseja que aconteça, de modo que a sua vontade antecede e orienta tudo o que acontece. Em segundo lugar, Ele exerce a sua vontade universalmente - sobre os que estão no céu e sobre todos os habitantes da terra. Não há nenhum lugar onde a sua vontade não seja pertinente ou exercida. E, em terceiro lugar, nenhuma criatura de Deus pode frustrar o cumprimento da vontade de Dele, ou acusá-lo de injustiça. Em resumo,o governo de Deus, segundo a sua vontade, é absoluto,universal e eficaz.

Consideremos, ainda, os tipos de realidade sobre os quais Deus reina. A Bíblia contém vários textos que exibem o controle supremo de Deus sobre o bem e o mal, a luz e as trevas, a vida e a morte. Em Isaías 45.6, 7, Deus anunciou "Eu sou o Senhor, e não há outro. Eu formo a luz e crio as trevas; eu faço a paz e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas essas coisas" (Ex 4.11; Dt 32.39; 1Sm 2.6, 7; Ec 7.13, 14; Lm 3. 37, 38). E, embora afirmemos alegremente que Deus é bom (apenas!), e que Deus não aprova o mal, nem o mal habita nele (Sl 5.4), ainda assim devemos afirmar, com as Escrituras, que Ele reina sobre tudo da vida, tanto sobre o seu bem como o seu mal, e que, em tudo o que acontece, "o conselho da sua vontade" (Ef 1.11) é cumprido.

O que as escrituras ensinam sobre a responsabilidade moral humana?

Desde as primeiras páginas da Bíblia, todos os seres humanos são avisados de que Deus nos considera responsáveis pelas escolhas morais que fazemos e pelas ações que realizamos. A lei de Deus - seja a simples lei de não comer o fruto de certa árvore do jardim (Gn 2.16, 17), a lei entregue no Sinai (Ex 20), ou a lei de Cristo (1 Co 9.21;Gl 6.2) -, estabelece a estrutura moral em que as vidas humanas devem ser vividas. Deus "recompensará cada um segundo as suas obras" (Rm 2.6), e este juízo se baseará no fato de que temos perseverança em fazer o bem (Rm 2.7) ou que somos desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade (Rm 2.8). Não há como negar que Deus considera a nós, humanos, responsáveis pelas decisões que tomamos e pelas ações que realizamos, e o dia do juízo final trará o testemunho da maneira como decidimos viver a nossa vida.

Assim, Deus é o governante soberano acima de tudo, e os seres humanos são responsáveis diante dele. Mas, como as duas coisas podem ser verdadeiras?

Nós não conseguimos compreender plenamente como as duas coisas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, mas o fato de que elas devem funcionar juntas é exigido pelo claro ensinamento das Escrituras. Consideremos um exemplo escritural em que são vistas as duas coisas - especificamente, uma lição da história de José (Gn 37-45).

Os irmãos de José sentiam uma profunda inveja dele, e passaram a desprezá-lo. Quando se apresentou uma oportunidade, eles o venderam para o Egito (Gn 37.25-36), onde josé foi mal interpretado e maltratado. Apesar disto, a mão de Deus estava sobre José, e ele foi nomeado o segundo no comando do Egito (Gn 41). Durante um período de fome, os seus irmãos viajaram ao Egito para comprar grãos, e ali José se deu a conhecer a eles. O que José lhes disse é tão inacreditável como instrutivo: "Não fostes vós que me enviaste para cá, senão Deus" (Gn 45.8).

"Espere!", poderíamos protestar. "Certamente, eles mandaram José para o Egito!"

Sim, eles fizeram isto, e José o tinha reconhecido anteriormente (Gn45.4). Mas para compreender a plena razão por que foi mandado para o Egito, é preciso considerar não somente os irmãos, mais também, e com maior importância, Deus.

Assim, está claro: Ambos, Deus e os irmãos de José, foram responsáveis por mandá-lo para o Egito. Ambos, o governo soberano de Deus e os atos morais dos irmãos dele, estavam ativos. Como José explicou mais adiante, ao falar com seus irmãos: Vós bem intentaste mal contra mim, porém Deus o tornou bem" (Gn 50.20). Os irmãos de José agiram visando o mal, e Deus, nos mesmos eventos, visando o bem.

Nem todas as perguntas foram respondidas aqui, mas nós verificamos que devemos afirmar tanto o governo soberano de Deus, como a autenticidade da nossa responsabilidade moral. As duas coisas estão unidas nas Escrituras, e o que elas uniram, nenhum homem deve separar.

Bruce A Ware 


 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Disciplina - quer que eu desenhe?

"Já disse por carta que vocês não devem associar-se com pessoas imorais. Com isso não me refiro aos imorais deste mundo, nem aos avarentos, aos ladrões ou aos idólatras. Se assim fosse, vocês precisariam sair deste mundo. Mas agora estou escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer. Pois como haveria eu de julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro? Deus julgará os de fora. Expulsem esse perverso do meio de vocês."

I Coríntios 5.9-12



Pois é... já imaginaram Paulo falando isso nas igrejas hoje! Acredito que, por mais amoroso que ele fosse, a pessoa que seria "convidada" a sair seria Paulo e não o perverso. 


 

sábado, 11 de março de 2017

Acidente?!

Se o sistema solar foi criado por uma colisão estelar acidental, então o aparecimento da vida orgânica neste planeta foi também um acidente, e toda evolução do homem foi acidente também. Se é assim, então todos os nossos pensamentos atuais são meros acidentes - o subproduto acidental de um movimento de átomos. E isso é verdade para os pensamentos dos materialistas e astrônomos, como para todos nós. Mas se os pensamentos deles - isto é, do materialismo e astronomia - são meros produtos acidentais, por que devemos considerá-los verdadeiros?

Não vejo razão para acreditarmos que um acidente deva ser capaz de me proporcionar o entendimento sobre todos os outros acidentes. É como esperar que a forma acidental tomada pelo leite esparramado pelo chão, quando você deixa cair a jarra, pudesse explicar como a jarra foi feita e porque ela caiu.

C S Lewis




sábado, 4 de março de 2017

Eu Creio!!


"Considerando que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, foi do agrado de Deus salvar os que creem por intermédio da loucura da proclamação da sua mensagem." 
(1 Cor 1.21 BKJA)






Sim, sou um desses loucos que crê e prega a mensagem da cruz...

Sim, eu creio em Deus e, consequentemente, creio na sua palavra, a bíblia, texto dentro do contexto...

Sim, creio no Deus triuno...

Sim, eu creio que Jesus Cristo é filho de Deus...

Sim, eu creio que Jesus veio a terra,viveu entre nós, não pecou, morreu em uma cruz para nos salvar, ressuscitou ao terceiro dia e ascendeu aos céus...

Sim, eu creio que Jesus é o único intermediário entre nós e Deus...

Sim, eu creio que só será salvo aquele que aceitar a Jesus Cristo como seu único e suficiente salvador...

Sim, Eu Creio!!
 

jairtomaz@olheparaacruz.com.br



sábado, 18 de fevereiro de 2017

Como devemos lidar com as questões não resolvidas sobre a Bíblia?






Como Deus é verdadeiro e honesto, podemos esperar que a sua autorrevelação escrita (nos manuscritos originais) seja verdadeira, em tudo o que afirma. Mas nem tudo nas Escrituras é perfeitamente claro. O apóstolo Pedro admitiu que os textos de Paulo são de difícil entendimento, em algumas passagens (2 Pe 3.15, 16). Além do material teológico sofisticado, existem a distância histórica e as diferenças culturais, entre o mundo bíblico e o nosso. O que era aparente para Israel e para a igreja primitiva pode parecer menos claro hoje em dia para nós. Mas falta de clareza não significa discrepância.

Alguns críticos citam inúmeras “contradições” que,na realidade, são solucionáveis, com o exame dos textos. Como a Bíblia é, ao mesmo tempo, uma obra de inspiração divina redigida por mãos humanas, podem esperar (1) que nela sejam expressos diferentes estilos de escrita e diferentes personalidades, e (2) o uso de registros ou documentos anteriores e materiais de autores externos à Bíblia (cf. Js 10.13; 1 e 2 Cr; Lc 1.1-4). Nós não devemos exigir que os autores bíblicos citem passagens do Antigo testamento literalmente; eles poderiam generalizar ou resumir, sem ser precisos (por exemplo, o que foi dito no batismo de Jesus; a confissão que Pedro fez de Jesus; os dizeres afixados sobre a cruz de Jesus).

Ao descobrir passagens mais desafiadoras, no entanto, como devemos proceder?



Esclarecer uma passagem, examinando o seu contexto ou usando passagens claras para examinar a que parece confusa. O contexto revela que “justificar” e “obras” em Tiago 2 significam algo diferente do que significam em Romanos 3. Além disto, o ensinamento das epístolas do Novo testamento pode nos ajudar a distinguir entre descrições históricas no livro de Atos e o que é normativo para a vida na igreja,

A ausência de evidência não é evidência de ausência. Os céticos podem mencionar cidades bíblicas que ainda não foram descobertas (embora muitas tenham sido!), concluindo que as Escrituras não são confiáveis. Mas acusações anteriores de ausência de evidência, a respeito dos camelos de Abraão, do povo heteu ou da dinastia de Davi foram revertidas por descobertas arqueológicas posteriores, que confirmam as Escrituras.


Ser caridosos com amor. Vejamos um exemplo. Provérbios 26.4, 5 aconselha a (1) não responder ao tolo segundo a sua estultícia, e, em seguida, (2) a responder a ele! A acusação dos céticos de “estupidez” ou “contradição” não é realista. Certamente devemos conceder o benefício da dúvida ao sábio compilador do livro de provérbios: ele reconheceu que, às vezes, responder a um tolo é apropriado e que, em outras ocasiões, o silêncio é a melhor escolha.
O que a Bíblia descreve frequentemente é diferente do que ela prescreve. Outro exemplo: quando as Escrituras mencionam o voto impensado de Jefté (Jz 11), esse voto não é endossado por Deus.


O autor pode estar usando uma estratégia literária, explicando um detalhe teológico em particular, ou apenas fazendo uma observação; a precisão jornalística nem sempre é a sua preocupação. Mateus 8 e 9 intencionalmente agrupam milagres, não cronologicamente. Mateus enfatiza a importância de Pedro, minimizando, deste modo, as suas tolices, mencionadas em outros Evangelhos.Os dois “grande luminares” de Gênesis 1, ou seja, o sol e a lua, são luzes relativamente pequenas, se comparadas a outros corpos conhecidos hoje no universo, mas a referência da Bíblia é observacional, e não científica (cf. “por do sol”, e não “a rotação da terra”).


Teremos que nos contentar por conviver com perguntas não respondidas. Embora haja muitos excelentes comentaristas e estudiosos evangélicos lidando com as perguntas e dúvidas que possamos ter, muitas coisas não serão totalmente esclarecidas. Agora vemos por espelhos em enigma.


Paul Copan


 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Paradoxo!?


"A evolução é uma impossibilidade matemática e química!!"




"É preciso mais fé para acreditar na evolução do que na bíblia"



jairtomaz@olheparaacruz.com.br

 

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Sozinho, embora não sozinho.





Sozinho, mas não só

Embora na solidão tão sombria

Sinto meu Salvador sempre junto a mim

Ele vem nas horas exaustivas para animar

Estou com Ele e Ele comigo

Portanto, não posso estar solitário.


Tracy L Craven



 

sábado, 28 de janeiro de 2017

A argumentação moral mostra que existe um Deus?




Aqui está um bom princípio básico sobre a moralidade: nunca acredite nos que dizem que o assassinato ou o estupro podem não ser realmente errados. Estas pessoas não examinaram de maneira profunda a base da crença moral - e simplesmente não estão raciocinando de maneira apropriada. (Isto é, quando pessoalmente ameaçadas de assassinato ou estupro, elas mudam o seu modo de falar!) As pessoas daltônicas precisam de ajuda para distinguir o vermelho do verde. De maneira similar, as pessoas moralmente falhas (as que negam verdades morais básicas) não precisam de argumentos: elas precisam de ajuda psicológica e espiritual. Como as leis lógicas, as leis e os instintos morais são essenciais para os humanos que agem corretamente. Como parte da revelação geral que Deus fez de si mesmo, todas as pessoas - a menos que ignorem ou suprimam a sua consciência - podem e devem ter percepção moral básica, conhecendo verdades disponíveis, de modo geral, a qualquer pessoa moralmente sensível (RM 2.14, 15). De maneira instintiva, nós reconhecemos o erro em torturar ou matar inocentes, ou cometer estupro. Nós conhecemos a correção das virtudes (gentileza, honestidade, abnegação). A falha de uma pessoa em reconhecer estas noções revela algo defeituoso; esta pessoa não examinou de maneira suficientemente profunda as bases de suas crenças morais. Os filósofos e teólogos, do passado e do presente, observaram a conexão entre a existência de Deus e os valores morais objetivos. Um argumento moral em favor da existência seria o seguinte: (a) Se existem valores morais objetivos, então Deus existe. (b) Valores morais objetivos existem. (c) Por conseguinte, Deus existe. Se existem valores morais objetivos, de onde eles vêm? A resposta mais plausível é a natureza ou o caráter de Deus. Até mesmo muitos ateus admitiram que os valores morais objetivos (cuja existência eles negam) não se encaixam em um mundo ateu, mas serviriam como evidência em favor da existência de Deus.

Nós vivemos em uma época em que muitos afirmam que tudo é relativo, mas ironicamente acreditam que tem "direitos". Mas se a moralidade é apenas o produto da evolução, cultura ou escolha pessoal, então os direitos - e a responsabilidade moral - não existem verdadeiramente. porém, se existirem, isto pressupõe que os humanos tem valor em si mesmos, e por si só, como pessoas, não importando o que a sua cultura ou os livros de ciência digam. Mas qual é, então, a base para este valor? Este valor intrínseco poderia simplesmente surgir de processos impessoais, descuidados e sem valor, com o passar do tempo (o naturalismo)?

Uma abordagem filosófica oriental à ética é o monismo (também chamado "panteísmo"): como todas as coisas são uma só, não existe nenhuma distinção entre o bem e o mal. Isto serve como base para o relativismo. Um contexto mais natural para a ética é o contexto teísta, que diz que nós fomos criados por um Deus bom, para nos assemelharmos a Ele em certas maneiras importantes (ainda que limitadas). A Declaração de Independência dos Estados Unidos observa corretamente que nós fomos dotados,pelo nosso Criador, de "certos direitos inalienáveis". A dignidade humana não está "ali", simplesmente. A dignidade e os direitos vem de um Deus bom (apesar da iniquidade humana).

Os ateus não podem ser morais? Sim! Como os crentes, eles foram criados à imagem de Deus e assim tem a capacidade para reconhecer o que é certo e o que é errado.

O próprio Deus não se conforma com certos morais exteriores a si mesmo? Não, o bom caráter de Deus é o próprio padrão; Deus simplesmente age e faz de maneira natural o que é bom. Se Deus não existisse, os padrões morais universais não teriam nenhuma base.



Paul Copan