quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

...dúvidas inesperadas


O Tesouro no Vaso de Barro
Watchman Nee


O Tesouro no Vaso de Barro



Fé Quando há Dúvida
 
O que acabamos de dizer é uma impressionante verdade sobre a fé. Inúmeras pessoas vieram a mim e contaram seus temores e preocupações mesmo enquanto buscavam confiar no Senhor. Faziam seus pedidos, tomavam posse das promessas de Deus e, não obstante, sempre surgiam dúvidas inesperadas. Deixe-me dizer-lhe que o tesouro da verdadeira fé aparece em um vaso que pode ser dolorosamente atacado pela dúvida, e o vaso de barro, por causa da presença da dúvida, não invalida o tesouro; pelo contrário, o tesouro nesse ambiente resplandece com uma beleza maior. Não me entenda mal: não estou incentivando a dúvida. A dúvida é uma marca da deficiência em um cristão, mas eu gostaria de deixar claro que o cristianismo não é só uma questão de fé, mas da fé que triunfa na presença da dúvida.


Gosto de lembrar-me da oração da igreja primitiva para que Pedro fosse liberto das mãos dos ímpios. Quando Pedro voltou da prisão e bateu à porta da casa onde a igreja estava reunida em oração, os cristãos exclamaram: “É o seu anjo!” (AT 12.15). Você vê? Havia fé ali, a verdadeira fé, o tipo de fé que poderia trazer uma resposta de Deus; e, não obstante, ainda havia a fraqueza do homem, e a dúvida estava bem ali perto, por assim dizer. Porém, hoje, a fé que muitas pessoas que fazem parte do povo de Deus declaram exercer é maior do que a exercida pelos cristãos reunidos na casa de Maria, mãe de João Marcos. E elas têm certeza disso! Estão certas de que Deus enviará um anjo, e que todas as portas da prisão se abrirão diante delas. Se uma rajada de vento soprar: “Há um Pedro batendo na porta!”. Se a chuva começar a balbuciar: “Há um Pedro batendo na porta de novo!”.


Essas pessoas são muito crédulas, muito confiantes. Sua fé não é necessariamente um objeto genuíno. Até no cristão mais consagrado, o vaso de barro sempre está ali, e, pelo menos para ele, está sempre em evidência, embora o fator determinante nunca seja o vaso, mas o tesouro dentro dele. Na vida de um cristão normal, só quando a fé aumenta positivamente de modo a agarrar-se a Deus é que pode surgir ao mesmo tempo uma questão quanto a se talvez ele possa estar enganado. Quando ele está mais forte no Senhor, muitas vezes está mais consciente da sua incapacidade; quando ele está mais corajoso, talvez esteja mais ciente do temor no íntimo; e no ponto em que ele está mais alegre, uma sensação de angústia prontamente lhe sobrevém novamente. Somente a excelência do poder o leva às alturas. Porém este paradoxo é, em si, uma evidência, tanto de que há um tesouro como de que é ali que Deus gostaria que ele estivesse.


Deveria ser um motivo de grande gratidão a Deus o fato de que nenhuma fraqueza meramente humana precisa limitar o poder de Deus. Somos inclinados a pensar que onde há tristeza não pode haver alegria; que onde há lágrimas não pode haver louvor; que onde a fraqueza é visível falta poder; que quando estamos cercados por inimigos seremos confinados; que onde há dúvida não pode haver fé. Entretanto, deixe-me declarar com força e com confiança que Deus está procurando levar-nos ao ponto onde tudo que é humano só tem por objetivo prover um vaso de barro para conter o tesouro divino. Daqui para frente, quando estivermos conscientes da depressão, que não cedamos a essa depressão, mas nos entreguemos ao Senhor; quando a dúvida ou o temor surgir em nosso coração, que não nos entreguemos a eles, mas ao Senhor, e o tesouro resplandecerá ainda mais gloriosamente, por causa do vaso de barro.


(Textos estrados do livro “A Direção de Deus Para o Homem, de Watchman Nee, Editora dos Clássicos. Julho de 2004).

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Poder na Fraqueza


O Tesouro no Vaso de Barro
Watchman Nee





Poder na Fraqueza


Você já começou a entender o que significa ser um cristão? Ser um cristão é ser uma pessoa em quem aparentes incompatibilidades coexistem, mas em quem é o poder de Deus que muitas vezes triunfa. Um cristão é alguém em cuja vida há um inerente e misterioso paradoxo; e esse paradoxo é de Deus. Algumas pessoas concebem o cristianismo como todo o tesouro e não o vaso. Se, por vezes, o vaso de barro é visível em um servo de Deus, elas acham que esse servo é um caso perdido, enquanto a concepção de Deus é que, nesse mesmo vaso, Seu tesouro deveria ser encontrado.


Neste ponto devemos fazer uma cuidadosa distinção entre homem e “a carne” no homem – entre a limitação que é inerente em nosso ser humano e a natureza carnal do homem com sua inveterada tendência para pecar, uma tendência que nos deixa (à parte da ajuda do Espírito Santo) totalmente impossibilitados de agradar a Deus. Essa distinção é a mais importante por causa da facilidade com que, mesmo em um filho de Deus, alguém influencia o outro, e com que a natureza humana em nós cede à natureza carnal. Que fique bem claro, portanto, que eu definitivamente não tenho a intenção, neste capítulo, de justificar ou fechar os olhos para o pecado ou a carnalidade. A carne deve ser resistida e entregue à morte – a morte da cruz. No entanto, a fraqueza, neste outro sentido, deve permanecer. Nosso bendito Senhor foi, por nossa causa, “crucificado em fraqueza”, contudo vive pelo poder de Deus (2 Co 13.4); e, quanto a nós, é em nossa fraqueza que Seu poder se aperfeiçoa. Há, portanto, uma “enfermidade” na qual é possível gloriar-se (12.9).


Assim Paulo diz-nos que ele tinha “um espinho na carne” (12.7). O que era eu não sei, mas sei que esse espinho o enfraquecia muito, e que, por três vezes, ele orou para que o espinho fosse tirado. No entanto, em resposta, Deus apenas lhe assegurou: “A minha graça te basta” (12.9). Somente isso – mas isso era suficiente.


Como o poder do Senhor pode ser manifestado à perfeição em um homem fraco? Pelo cristianismo, pois o cristianismo é isso. O cristianismo não é a remoção da fraqueza, nem é simplesmente a manifestação do poder divino. É a manifestação do poder divino na presença da fraqueza humana. Sejamos claros neste ponto. O que o Senhor está fazendo não é algo meramente negativo – ou seja, eliminar a nossa enfermidade. Nem, quanto a isso, é meramente positivo – conceder força em qualquer situação, a esmo. Não, Ele nos deixa com a enfermidade e concede a força ali. Ele está concedendo Sua força aos homens, mas essa força é manifestada em sua fraqueza. Todo o tesouro que Ele dá é colocado em vasos de barro.


(Textos estrados do livro “A Direção de Deus Para o Homem, de Watchman Nee, Editora dos Clássicos. Julho de 2004).



sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

o poder se aperfeiçoa na fraqueza...


Render-se (2ª parte)
Watcman Nee 

"As coisas impossíveis aos homens são possíveis a Deus." 


A TENTAÇÃO DE SATANÁS É TENTAR FAZER COM QUE NOS MOVAMOS


NOSSA FRAQUEZA É NOSSA GLÓRIA

Em 2 Coríntios 12:9 diz-se: "Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo". Isso nos mostra que não só devemos considerar-nos frágeis, impotentes e incapazes, mas também regozijar-nos na fraqueza, impotência e incapacidade. Por acaso, esse versículo diz que devemos lamentar-nos pelas fraquezas? Não. Diz que devemos regozijar-nos por elas e que além disso devemos gloriar-nos nelas. Que significa gloriar-nos nas fraquezas? Todo o mundo se lamenta de suas fraquezas, mas os vencedores se gloriam nelas porque têm fé.

Irmãos e irmãs, vocês pensam que têm problemas? Acham que têm fracassos? Precisam ver que os problemas e fracassos são uma bênção, cuja finalidade é ajudá-los a vencer.

Uma vez conheci em Chefoo um médico que fora salvo havia três ou quatro anos. Havia servido no exército por mais de dez anos. Tinha o porte de um soldado; era direto e franco. Não havia dúvidas que era salvo. No entanto, tinha o hábito de fumar, que não era um problema enquanto esteve na Manchúria, mas ao vir a Chefoo as coisas ficaram difíceis para ele. Havia entre setenta e oitenta pessoas na igreja, e Chefoo era um povoado pequeno. O único lugar onde podia fumar era em casa, mas nem ali podia fazê-lo abertamente, porque a esposa também era irmã. No hospital onde trabalhava, algumas das enfermeiras também eram irmãs. Por um lado, desejava fumar; por outro, sentia-se envergonhado. Quando escutava alguém chegar, apressava-se em apagar o cigarro. Se fumava na rua, tinha de primeiro olhar à sua volta para ver se havia rostos familiares. Não conseguia parar de fumar, e ainda assim era-lhe doloroso continuar fumando. Não sabia mais o que fazer. Depois de uma das reuniões em que falei, ele veio a mim e marcou um encontro para ver-me às nove da manhã do dia seguinte. Disse-me que tinha coisas muito importantes para dizer-me. Na manhã seguinte, veio e me contou toda a sua história. Disse-me que fumava há mais de dez anos, e que não conseguia deixar o cigarro. Que deveria fazer? Quanto mais ele falava, mais eu olhava para o teto e ria. Ele disse: "Senhor Nee, esse é um assunto muito sério". Disse-lhe que sabia que se tratava de algo sério. Disse-me que não podia fazer nada a respeito. Disse-lhe: "É maravilhoso que não possa fazer nada a respeito. Nada é melhor que não poder fazer nada". Perguntou-me por quê, e eu lhe respondi: "Alegro-me porque somente o Senhor pode resolver esse assunto. Nem você nem eu podemos fazer nada quanto a isso. Sua esposa não pode fazer nada, nem mesmo os irmãos. Com um paciente tão ideal, o Senhor Jesus terá um bom trabalho para fazer em Sua clínica". Disse-me não ter podido fazer nada durante mais de dez anos e isso não era um assunto trivial. Concordei, mas disse-lhe: "Pode ser difícil para você, mas não há nada difícil para o Senhor. Ele pode mudar a situação num piscar de olhos".

Continuei: "Doutor Shi, o senhor é um bom médico, e eu tenho boa saúde. Portanto, nem o senhor precisa de mim, nem eu do senhor. Se o senhor quiser mostrar suas habilidades em mim, primeiro tenho de estar doente; e não apenas de doença comum, mas de enfermidade grave. Quanto mais grave a minha condição, melhor o senhor poderá mostrar sua habilidade. Hoje o Senhor Jesus está aqui. Ele pode curar o que o senhor, doutor Shi, não pode". Perguntou-me o que eu queria dizer com isso, e então citei 2 Coríntios 12:9: "A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo". Era bom que ele desejasse deixar de fumar, e era maravilhoso que não conseguisse. Mesmo assim, ele não conseguia entender as palavras de 2 Coríntios 12:9. Era maravilhoso que não conseguisse deixar de fumar. Não seria tão maravilhoso se ele não fumasse, porque 2 Coríntios diz que o poder de Cristo somente se aperfeiçoa na fraqueza do homem. Disse-lhe: "Para você fumar é mau. Mas para Deus sua impotência quanto a deixar de fumar é algo maravilhoso". Ele ficou confuso e me olhou firmemente. Disse-lhe: "Nunca pense que o seu hábito de fumar é lamentável ou infeliz. Você tem de dizer ao Senhor: ´Agradeço-Te e louvo porque fumo. Graças Te dou e Te louvo porque não consigo deixar de fumar. Mas Te agradeço e louvo porque Tu podes fazer com que eu deixe de fumar e ajudar-me a deixar´". Ele perguntou com incredulidade: "Deus pode realmente fazer isso?" Respondi-lhe: "É claro que pode". Então oramos juntos. Primeiro eu orei, depois ele. Tinha fé, e sua oração tinha o tom de um típico soldado. Falou de maneira sincera: "Deus, agradeço-Te e louvo porque eu fumo. Senhor, agradeço-Te e louvo porque não consigo deixar de fumar. Senhor, agradeço-Te e louvo porque podes deixar de fumar por mim". Depois de orar e ainda com lágrimas nos olhos, colocou o chapéu e aprontou-se para sair. 

Perguntei-lhe: "Doutor Shi, o senhor continuará fumando?" Ele respondeu: "Eu, Tsai-lin Shi, não consigo deixar de fumar; mas Deus, sim, pode deixar por mim". Nesse momento soube que ele não teria problemas. A noite fiquei preocupado com ele, e perguntei aos que estavam no hospital como ele estava. Fiquei sabendo que tudo estava bem. Na manhã seguinte, perguntei de novo e a resposta foi a mesma. Estava tudo bem. Quando encontrei-me com ele à tarde, disse-me que havia falado com a esposa. Ela se havia queixado por mais de dez anos do seu hábito de fumar, e ainda assim ele nunca tinha conseguido vencer esse vício. Depois de falar com Deus, seu hábito de fumar desapareceu em menos de meia hora. Ele disse: "Não fumei ontem, e hoje também não". Quando ele ia embora, perguntei-lhe de novo: "Doutor Shi, o senhor pensa que pode deixar de fumar?" Ele respondeu que não. Perguntei-lhe: "Então, que fará?" Disse-me: "O Senhor deixará de fumar por mim". Ao escutar suas palavras, fui embora tranqüilo. Irmãos e irmãs, não pensem que podem mudar. Em cinco anos vocês continuarão a perder a paciência. A vitória é Cristo viver por vocês. Vocês podem declarar: "Agradeço-Te e louvo, Senhor, porque não consigo, mas Cristo, sim". Desejaria dizer isso a todo o mundo. Não tenho medo do mau gênio; não me amedronta uma personalidade forte; tampouco temo o orgulho exagerado. Só temo os que não vêem a própria incapacidade, e não vêem que Cristo é capaz.

É bom que vocês louvem a Deus por suas vitórias; mas também devem louvá-Lo por suas fraquezas. Suas fraquezas têm a função principal de manifestar o poder de Cristo. Dou graças a Deus porque Watchman Nee é totalmente corrupto. Dou graças a Cristo porque Seu poder pode mais uma vez ser aperfeiçoado em mim. Digo ao Senhor que não há nada de bom em mim e que não tenho justiça, nem santidade, nem paciência, nem calma. Dou graças ao Senhor e O louvo porque não tenho nenhuma dessas coisas e tampouco me esforço por tê-las. "Oh! Senhor, a partir de agora entrego tudo a Ti. De agora em diante é Teu Filho quem vencerá por mim". Se fizerem isso, imediatamente vencerão.
Vocês podem vencer em menos de um minuto; ou mesmo, em menos de um segundo.


IMPOSSÍVEL PARA O HOMEM, MAS POSSÍVEL PARA DEUS

Lucas 18 nos mostra um jovem rico que não pode vencer; enquanto Lucas 19 nos mostra Zaqueu, que conseguiu a vitória. "Senhor, eis que dou aos pobres a metade dos meus bens; e, se alguma cousa tomei a alguém mediante falsa denúncia, restituo-a quatro vezes mais" (v. 8). Ele obteve a vitória naquele instante. Zaqueu conseguiu fazer o que o jovem rico não pôde. Lucas 18 nos mostra que para o homem é impossível, e Lucas 19, que para Deus tudo é possível. O homem idoso de Lucas 19 pôde fazer o que o jovem de Lucas 18 não pôde. Em Lucas 18 o jovem não pôde fazer o que o Senhor lhe disse que fizesse. Em Lucas 19 o Senhor não teve de dizer muito ao homem de idade e, mesmo assim, ele creu. O jovem rico não conseguiu nada, porque não creu em Deus. O homem idoso e toda a sua casa eram filhos de Abraão; tinham fé, e a salvação chegou àquela casa. Isso foi obra de Deus.

Irmãos e irmãs, temos de agradecer e louvar ao Senhor porque não conseguimos amar, nem perseverar, nem humilhar-nos ou ser mansos. Mas não há um só versículo na Bíblia, nem uma só palavra de Deus que diga que devamos viver ou fazer as coisas de acordo com a nossa capacidade. Deus sempre nos pede que façamos o que não conseguimos fazer e que levemos uma vida que não conseguimos viver. Cada manhã, ao despertar, dou graças a Deus porque é um dia a mais que Ele tem para realizar Seus milagres. À noite volto a dar-Lhe graças e louvá-Lo pelos milagres que fez naquele dia. Hoje, Deus me está capacitando a suportar o que não posso; a amar o que não posso; a fazer o que não consigo, e a agir da forma que não consigo. Devemos dar-Lhe graças e louvá-Lo! Todos os dias podemos experimentar as palavras: "As coisas impossíveis aos homens são possíveis a Deus".


[1] Carrinho de duas rodas por homem, de uso no Oriente
[2] Título originai inglês: The Christian´s Secret of a Happy Life. (N.T.)

Fonte: Capítulo 6 do livro: A Vida que Vence
Editora: Árvore da Vida




quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

render-se


Render-se (2ª parte)
Watcman Nee

"As coisas impossíveis aos homens são possíveis a Deus."


A TENTAÇÃO DE SATANÁS É TENTAR FAZER COM QUE NOS MOVAMOS

Você sabe o que é tentação? Uma vez um irmão disse que sempre era tentado a se irar; outro dizia que era tentado a ser obstinado; outro se queixava que era tentado continuamente por pensamentos impuros, e outro por sua língua precipitada. Assim, parece que existem mil tipos de tentação para mil tipos de pessoas. Mas na realidade só existe uma tentação no mundo. Achamos que as tentações nos conduzem ao mau gênio, ao orgulho, à avareza ou ao adultério. Mas para Satanás só existe uma tentação: a de fazer com que nos movamos. Satanás não nos induz a perder a paciência nem a ser orgulhosos, avarentos ou adúlteros. Ele nos tenta a nos mover. Se conseguir mover-nos, prevalecerá sobre nós. Não importa como nos movamos, se ele conseguir começar algo em nós para que nos movamos, já teremos fracassado. No momento em que nos movermos, é aí que ele poderá obter a vitória sobre nossa oração e leitura da Palavra. Gostaria de poder dizer-lhes isso com lágrimas. Não nos devemos mover. Tão logo nos movamos, seremos derrotados. Podemos lutar com Satanás. Podemos lutar com ele e resistir-lhe; mas, no momento em que nos movermos, ele obterá total vitória. Precisamos compreender que o segredo da vitória é permanecer firmes, e não tomar o controle. Se tentarmos manter a situação sob controle, fracassaremos. Irmãos e irmãs, essa é a coisa mais espantosa! Deus deseja colocar-nos de lado para permitir que Seu Filho vença por nós.

Gálatas 5:17 diz: "Porque a carne luta contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais o que, porventura, seja do vosso querer". Esse versículo não diz que nos opomos aos desejos ou os desejos, a nós, mas a carne luta contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne. Não desempenhamos aqui nenhum papel. Esses dois partidos se opõem. Que significa isso? Certa vez um irmão se lamentava porque seus únicos desejos eram o pecado e a impureza, e não podia evitar isso. Mas na realidade é a carne que luta contra o Espírito, e o Espírito que se opõe à carne. Não temos parte nessa batalha. É assim que Deus nos livra. Se nos colocamos de lado e deixamos o Espírito lutar com nossos desejos, e os desejos, com o Espírito, experimentamos libertação.

Quando fui salvo, escutei a história de uma jovenzinha que conhecia bem o significado da vitória. Na convenção de Keswick, um homem perguntou-lhe como vencia quando o diabo vinha tentá-la. Ela respondeu: "Antes, quando o diabo batia à minha porta, dizia-lhe: ´Não entre, não entre!´ Mas tudo isso terminava em derrota. Agora, quando o diabo bate à minha porta, digo: ´Senhor, abre Tu a porta por mim´. Quando o Senhor abre a porta, o diabo Lhe diz: ´Desculpe-me, porta errada´. E logo sai correndo".
Se formos tentados e
 dissermos: "Senhor, salva-me, porque mais uma vez a tentação está no meu caminho", o diabo entrará mesmo antes de abrirmos a porta. Temos de deixar que o Senhor lide totalmente com isso. Quanto mais orarmos, mais desesperados estaremos; e quanto mais repetimos a oração, mais difícil será abrir mão da questão. Um irmão disse certa vez que quando Pedro afundava na água, apenas clamou: "Senhor, salva-me!" Orar com uma pequena sentença é render-se. Se uma pessoa continua dizendo "Senhor, salva-me..." cinco ou seis vezes, já terá sido derrotada. A esse tipo de oração chamo oração do enforcado. É semelhante a alguém que continua tentando enforcar-se segunda e terceira vez depois de fracassar na primeira tentativa. Quando alguém ora várias vezes desse modo, demonstra que ainda não largou tudo. Tenta agarrar a vitória com orações; tenta vencer com as próprias forças. O resultado será invariavelmente o fracasso. Se deixar de orar tanto, talvez terá a possibilidade de vencer. Lembre-se que Satanás está tentando de tudo para que nos movamos. Desde que nos movamos, mesmo em oração, ele obterá o que quer.

Suponha que você perca a paciência sempre que o provocam. Hoje, que faria? Que faria se alguém continuasse a provocá-lo com palavras, e a provocação se tornasse cada vez pior? "Senhor, não tomarei o controle dessa situação; meu mau gênio já não é responsabilidade minha; a vitória é responsabilidade Tua. Não posso controlar meu mau gênio. Senhor, assume a responsabilidade disso". Se puder dizer isso, terá na realidade aberto mão da questão. O Senhor tomará o controle e você manifestará a paciência Dele. Poderá até dar graças e louvar ao Senhor, dizendo: "Senhor, não quero mais responsabilizar-me por isso". Mas se você pensa que não consegue suportar mais a provocação e ora: "Senhor, livra-me, porque estou a ponto de perder a paciência", quinze minutos lhe parecerão quinze horas. Embora, talvez, não venha a perder a calma exteriormente, estará fervendo por dentro. Isso não é vitória. Satanás não precisa que você perca a paciência exageradamente. Basta você se mover um pouco, e ele obterá a vitória.

Vencer significa não se mover. Vencer é não ligar para a situação e dar-lhe as costas. Se não se move, não dá a mínima para a situação e lhe dá as costas, você está entregando os pontos. A vitória nada tem a ver com você. Você já está morto; é Cristo quem vence por você. A vitória é você morrer e Cristo viver.
Recentemente em Chefoo, muitos irmãos e irmãs descobriram a experiência de vencer. Uma irmã teve um passado difícil. O esposo não era gentil e a sogra a maltratava. Ela suportava isso, mas não vencia. Depois de escutar minha pregação sobre a vida que vence, recebeu a palavra. Mas após dois dias veio a mim e perguntou como poderia abrir mão das coisas e colocar-se nas mãos do Senhor. Tentei explicar-lhe, mas ela não pôde entender. Finalmente, pedi ao Senhor que me desse um exemplo apropriado. Então, disse-lhe: "Senhora fulana de tal, alguma vez você já foi de jinriquixá[1] à casa de uma amiga?" Ela respondeu que sim. "Suponha que você chegue à casa dela e enquanto você paga o condutor, sua amiga chegue e tente pagar por você. Embora você queira pagar, sua amiga insiste e paga. Suponha que você tente devolver-lhe o dinheiro, mas ela não o aceita e torna a dá-lo a você. Você alguma vez já esteve em situação semelhante?" Ela disse que sim. Então continuei: "Suponha que sua amiga tenha pagado vinte centavos ao condutor, e ele os recebeu e foi embora. Como não queria que sua amiga pagasse, você pôs o dinheiro na mão dela. Mas quando você estava para sair, ela colocou novamente o dinheiro na sua mão. Depois de pegar e devolver várias vezes, você decide deixar o dinheiro no chão e despede-se dela. Mas depois fica pensando se ela pegou o dinheiro ou não; pensa o que aconteceria se não pegasse e que talvez outra pessoa da rua o tenha pegado. Por fim, fica pensando que o condutor ou um garoto o pegou. Portanto, você olha para trás para ver se ela o pegou. Vendo que ela ainda não o pegou, você dá as costas de novo, mas continua olhando meio desconfiada. Enquanto você continuar olhando meio desconfiada, sua amiga nunca pegará o dinheiro. Mas se você deixa o dinheiro no chão e lhe diz: ´O dinheiro vai ficar aí, pegue-o´, e sai correndo sem olhar para trás, provavelmente ela o pegará". Depois que dei esse exemplo, ela entendeu e pôde experimentar a vida que vence.

É assim que muitas pessoas entregam seus assuntos ao Senhor. Por um lado, dizem ter entregado tudo a Deus; mas por outro estão inquietas no coração e continuam olhando para trás. Enquanto vocês assumem o controle, Ele não o assumirá, mas deixará isso com vocês. Se vocês deixarem de controlar, então Ele controlará e assumirá toda a responsabilidade. Se querem continuar controlando, caberá a vocês reprimir o mau gênio e terão de fazer tudo por sua conta. Que significa render-se? Significa deixar o dinheiro no chão, virar as costas e ir embora. Significa omitir-se da situação sem se importar se um garoto, o condutor ou outra pessoa pegará o dinheiro. Deixem de se preocupar e não mais se responsabilizem por isso. Vocês só precisam dizer ao Senhor: "Senhor, entrego tudo a Ti. De agora em diante não me importa se sou bom ou mau". Se se entregarem a Deus dessa maneira, Ele pegará o que vocês Lhe tenham entregado. Tudo o que devemos fazer é entregar ao Senhor o que temos.

Primeiro temos de abandonar as coisas para que Deus as recolha. Porém, sempre esperamos que Ele as recolha antes de abrirmos mão delas. Mas Ele deseja que larguemos mão delas antes que as recolha. Eu disse ao irmão que mencionei anteriormente que se seu chefe decidisse despedi-lo no primeiro dia do mês seguinte, e que se um novo gerente fosse contratado, teria de entregar tudo a ele. Nesse período de transição, ele assumiria somente metade da responsabilidade e a outra pessoa, a outra metade. Durante essa transição, tanto o antigo como o novo gerente estão presentes. Mas no caso de Deus, ou Ele pega tudo ou nada. Ele nunca pegará metade, deixando a outra sob nossa responsabilidade. Temos de renunciar no dia trinta e um, e Deus assumirá o cargo no dia primeiro. Se tentarmos renunciar gradualmente, Deus nunca assumirá o controle.

Irmãos e irmãs, um dos nossos maiores pecados é o coração maligno de incredulidade. Tentamos controlar-nos ou reprimir-nos todos os dias. Somos os que estão controlando e reprimindo a nós mesmos. Ficamos imaginando o que aconteceria se deixássemos de nos controlar e reprimir. Quando pregamos o evangelho a um incrédulo, dizemos que não deve preocupar-se acerca de coisa alguma, pois Cristo já morreu por ele; o que precisa é apenas crer e receberá tudo. Do mesmo modo, fomos crucificados com Cristo, e Ele está vivendo em nós. Agradecemos e louvamos a Deus, pois Cristo é a Cabeça, e nós, os membros. Ele é a videira, e nós, os ramos. É nossa vida e tudo para nós. Quando somos removidos, desistimos, renunciamos e damos as costas, Cristo começa a assumir.

Se um incrédulo tenta pôr fim a si mesmo, o diabo virá e habitará nele. "Então diz: Voltarei para minha casa donde saí. E, chegando, a encontra desocupada, varrida e ornamentada. Então vai, e leva consigo outros sete espíritos, mais malignos do que ele, e, entrando, habitam ali" (Mt 12:44-45). Para os crentes é como o caso de duas famílias sob o mesmo teto. Caso uma delas se mude, a outra poderia continuar ali. Se um homem não é salvo, não será vitorioso, mesmo que desista de todas as suas obras. Mas se é salvo, o Senhor lhe concederá plena vitória assim que ele cessar suas obras. Quando o "eu" sai, a vitória vem. Se nos mudarmos, venceremos. Abrir mão e renunciar significa desfazer-nos de nós mesmos e mudar para outro lugar. Isso é o que significa render-se incondicionalmente.

No livro A Chave de uma Vida Cristã Feliz[2] encontramos a história de um cristão que descia por um poço seco. Na beirada do poço havia uma corda, e o homem utilizou-a para descer. Mas repentinamente chegou ao fim da corda. Queria chegar até o fundo, mas não sabia a que profundidade estava. Pensou em subir de novo e sair do poço, mas já não tinha forças. A única coisa que podia fazer era agarrar-se com firmeza na corda e gritar pedindo ajuda. Mas como o poço ficava num deserto e ele estava no fundo, ninguém apareceu para ajudá-lo. Logo ficou sem voz, suas forças chegaram ao fim e não pôde agarrar-se mais à corda. Então orou: "Deus, que eu possa cair na eternidade". Depois de proferir essas palavras soltou-se e caiu; mas foi uma queda de apenas cinco centímetros. Os que pensam que cairão no abismo, quando se soltarem, descobrirão que caíram sobre a Rocha eterna, e não na eternidade. Irmãos e irmãs, soltem-se, soltem-se! A primeira condição para experimentar a vida que vence é soltar-se. De agora em diante não precisamos continuar segurando as rédeas. Isso quer dizer que a partir de hoje você vencerá. Renunciar traz vitória.

Recentemente, em Chefoo, uma irmã ouviu que havia duas condições para se experimentar a vida que vence: render-se e crer. Perguntei se ela havia conseguido. Ela tinha o costume de ir orar sempre na montanha, e respondeu: "Subi hoje à montanha e cavei outra cova para mim, e fiz outro sepultamento". Fiz-lhe essa pergunta algumas vezes e ela me respondia sempre da mesma maneira. Eu sabia que havia eliminado muitos pecados difíceis, mas ainda não estava satisfeita. Orei por ela, mas isso não teve muito efeito. Um dia pedi a Deus que me desse palavras para ajudá-la a vencer. A ocasião chegou num dia em que ela tocava um hino. Perguntei-lhe como estava, e de imediato começou a chorar. Disse-me que havia vencido muitas coisas, mas não conseguia vencer o pequeno pecado de sempre comer fora de hora. Para outros, isso poderia ser de pouca importância, mas para ela era um pequeno pecado. Quando ela disse isso, eu ri e disse-lhe: "Isso é maravilhoso. Não pode haver nada melhor". Ela falou: "Você disse que a primeira condição para receber a vida que vence é render-se, e a segunda é crer. Mas não consigo render-me nem mesmo crer". Sendo assim, disse-lhe: "Por que então não desiste de tentar render-se e crer?" Ela respondeu: "Mas você não disse que a primeira condição é render-se e depois crer? Não consigo render-me nem crer. Que devo fazer?" Disse-lhe: "Simplesmente continue não se rendendo nem crendo. Que significa render-se? É abrir mão das coisas. Abrir mão das coisas não é uma obra, mas você fez disso uma obra. Crer também não é uma obra, mas você o tornou numa obra. Se não consegue render-se nem crer, simplesmente fique como está. Não há necessidade de procurar reformar-se, nem mesmo é necessário abrir mão das coisas. Está certo que a condição para vencer é render-se e crer; mas você fez do render-se e crer uma fórmula para alcançar a vitória. Isso não funcionará. Simplesmente solte tudo por completo. Não é necessário fazer nada. Nem sequer é necessário abrir mão ou crer. Se puder pronunciar algum louvor, faça-o; se não o puder, não há necessidade de tentar. Se puder achegar-se ao Senhor, faça-o. Vá diante Dele, não importando se está viva ou morta. Isso é tudo o que necessita fazer. Isso é o que significa abrir mão". Amigos, somos muito complicados. Deus diz que não temos de fazer nada, mas ainda queremos continuar a fazer muitas coisas. Muitos irmãos e irmãs dizem ter soltado tudo, mas fizeram dessa ação uma obra. Lutam constantemente entre soltar e não soltar. E assim continuam exercendo as próprias forças. Soltar as coisas significa que a pessoa está acabada. Isso é a vitória. Depois que a irmã ouviu minhas palavras, ficou confusa por três dias. A luz foi tão forte que ficou confusa. Mas depois desses três dias conseguiu vencer. Irmãos e irmãs, há alguma coisa que não possam vencer? Essa irmã tinha somente uma coisa que não conseguia soltar, mas o Senhor lhe deu a vitória.

Fonte: Capítulo 6 do livro: A Vida que Vence
Editora: Árvore da Vida

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

o sol de um novo dia...

Que em mais este dia, Deus sopre sobre sua vida...





Como A Brisa

PG

Abro o coração e a janela
Vejo o sol de um novo dia
Sei que hoje estás aqui
Tu és como um vento que não avisa
Quando sopra traz a vida
Vem e sopra sobre mim
E meu coração volta a viver
E se renova
Se estás aqui
E meu coração chama por Ti
Porque Te espero
Volto a sorrir

Espírito de Deus, toma minha vida
Como a chuva que tardou
E ao deserto vida deu
Descendo sobre mim como a brisa
Que derrame sobre mim
Teu poder venha fluir

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Render-se - III parte


Render-se
Watchman Nee

"Render-se significa abrir mão, significa vencer."
Leiamos dois versículos. Em Lucas 18:27 édito: "As coisas impossíveis aos homens são possíveis a Deus". Em 2 Coríntios 12:9 é dito: "Então, ele me disse: A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo ".



RENDER-SE SIGNIFICA ABRIR MÃO

Irmãos e irmãs, que acontece quando vemos que o Senhor morreu na cruz por nós? Que acontece quando cremos? Imediatamente desistimos de tentar fazer o bem. Somos salvos no momento em que cremos. Do mesmo modo, quando vemos que o Senhor nos levou à cruz e nos crucificou ali, paramos de lutar e não tentamos melhorar-nos. Uma vez que cremos que o Senhor está em nós e vence em nosso lugar, cessamos nossas obras e permitimos que Deus nos resgate. Então diremos: "Senhor, nunca melhorarei nem tenho a intenção de tentar. Não farei nada de hoje em diante. Não tomarei o controle da situação nem me preocuparei com nada. Abrirei mão de tudo a partir de hoje e os problemas já não serão meus". Irmãos e irmãs, isso é o que significa render-se; é o que significa abrir mão.

Alguns têm dito que abrir mão é muito difícil. Quando a tentação chega, preparam-se para uma luta, e quando o mau gênio se levanta têm de lutar com ele. Quando se propõem a fazer algo e fracassam, concluem que só resta uma coisa: tomar uma decisão mais firme da próxima vez. Entretanto, outra resolução trará outra derrota, e nova promessa apenas significa outra promessa quebrada. Quanto mais resoluções tomarmos, mais fracassaremos. Se a primeira resolução não foi suficientemente firme, mesmo que a segunda seja, tampouco trará resultados. Romanos 7 descreve isso bem detalhadamente: "Pois o querer o bem está em mim; não, porém, o efetuá-lo" (v. 18). Nenhuma promessa que façamos servirá para nada, porque não abrimos mão das coisas. Ainda continuamos administrando nossos próprios assuntos; não conseguimos dizer que fomos crucificados com Cristo nem que já não somos nós que vivemos. Abrir mão significa morrer, renunciar; significa abandonar todo esforço em tomar o controle e esquecer o assunto. Quando não formos mais capazes, Deus, então, operará. Portanto, a primeira condição é "abrir mão".

Havia em Tientsin um irmão com sobrenome Lee, que certa vez me perguntou como conseguiria renunciar e largar mão das coisas. Disse-me que não conseguia renunciar nem largar; assim, que deveria fazer? Perguntei-lhe o que fazia em sua empresa, e ele me respondeu que era gerente do departamento têxtil. Perguntei-lhe o que faria se o gerente geral lhe dissesse que no mês seguinte não mais precisasse dele na empresa, e naquele momento estaria despedido. Ele respondeu que a única coisa que poderia fazer seria renunciar. Então lhe perguntei: "Suponha que no mês seguinte chegue o novo gerente e você entregue tudo a ele. Que faria se um cliente se aproximasse e lhe perguntasse que tipo de tecido novo você tem, qual é o preço, quanto você acha que o preço subirá em dois dias, etc". O irmão respondeu: "Se isso acontecesse alguns dias antes da chegada do novo gerente, faria os cálculos pertinentes para determinar o que a companhia teria em estoque e quanto precisaríamos estocar. Mas, se já tivesse entregado tudo ao novo gerente, não teria de fazer nada. Tudo o que teria de fazer seria ver os outros trabalhar". Isso é o que significa largar mão e render-se. É o que significa estar crucificado com Cristo. Precisamos dizer ao Senhor: "Não renuncio porque eu seja capaz; renuncio porque não posso tolerar mais isso. Não sou capaz de nada; não consigo administrar as coisas. É por isso que tenho de renunciar. Meu mau gênio persiste; meu orgulho ainda está presente; minha obstinação e minha inveja ainda estão comigo. Não posso fazer nada a esse respeito. A única coisa que me resta é render-me e renunciar. Só posso dizer que daqui em diante tudo está em Tuas mãos". Sendo assim, quando os "clientes" aparecerem, não precisamos ficar alarmados. Há muitos "clientes" que sempre vêm fazer negócios conosco. A única coisa a fazer é deixar tudo nas mãos do Senhor. Não nos devemos preocupar nem tentar fazer nada. Isso é o que significa vencer; isso é o que significa render-se.

Fonte: Capítulo 6 do livro: A Vida que Vence
Editora: Árvore da Vida