sábado, 25 de março de 2017

O Legalismo - A observância de certos dias


O legalismo é a religião da realização humana.Defende que a espiritualidade é baseada nas obras ou em Cristo mais as obras. Nesse caso, a medida da espiritualidade fica na dependência daquilo que o homem é capaz de fazer. Os verdadeiros cristãos, entretanto, são aperfeiçoados em Cristo, que lhes garantiu completa salvação,perdão e liberdade.


A observância de certos dias

As celebrações anuais dos judeus são a Páscoa,o Pentecostes e a Festa dos Tabernáculos (cf Lv 23).Sacrifícios eram oferecidos no primeiro dia do mês ou na lua nova (cf. Nm 28.11-14). Paulo cita também os "sábados",outro dia santo da antiga aliança, do qual não se exige a observância dos cristãos. Sobre isso, podemos encontrar as seguintes evidências nas escrituras:

1- o sábado era sinal da antiga Aliança (Ex 31.16-17; Ne 9.14; Ez 20.12), portanto, aos cristãos não se exige que cumpram os sinais do antigo pacto (Hb 8.13);

2- o Novo Testamento, em nenhum lugar, recomenda que o cristão guarde o sábado;

3- os cultos na igreja primitiva eram realizados no domingo, o primeiro dia da semana,

4- não há sinal no Antigo Testamento de que Deus esperava que as nações gentias observassem o sábado, nem que foram condenados por não fazê-lo;

5- não há evidência de que se guardava o sábado antes de Moisés, nem há qualquer mandamento para o sábado, anterior à lei dada ao povo de Israel no monte Sinai;

6- o Concílio de Jerusalém não impôs a guarda do sábado aos crentes gentios;

7- Paulo,nas epístolas que escreveu, preveniu os gentios acerca de diversos pecados,mas nunca acerca da quebra do mandamento do sábado;

8- Paulo censurou os gálatas por pensarem que Deus esperava que eles observassem dias especiais,incluindo o sábado (Gl 4.10-11);

9- Paulo ensinou que guardar o sábado era uma questão de liberdade cristã (RM 14.5);

10- os pais da igreja primitiva,de Inácio a Agostinho, ensinaram que o sábado do Antigo Testamente foi abolido e que o primeiro dia da semana (domingo) era o dia em que os cristãos deveriam encontrar-se para prestar culto a Deus. Isso contraria o argumento de alguns de que o culto dominical somente foi instituído no quarto sécuo (cf. MacArthur,p. 118-119).



sábado, 18 de março de 2017

Como a Bíblia pode declarar a Soberania Divina e, ao mesmo tempo, a Liberdade Humana?



Deus é o governante soberano do universo e de todos os assuntos humanos, e os seres humanos são responsáveis, perante Deus, pelas escolhas morais que fazem e pelas ações que realizam. Sim, a Bíblia ensina as duas coisas, a soberania divina e a liberdade humana, e as duas coisas são verdadeiras.


O que a Bíblia ensina sobre o governo soberano?

Consideremos Daniel 4.35, onde somos instruídos de que Deus, "segundo a sua vontade, opera com o exército do céu e os moradores da terra;não há quem possa estorvar a sua mão e lhe diga: Que fazes?" Com base neste versículo, são necessários três observações. Em primeiro lugar, o governo de Deus é o exercício da "sua vontade". Isto é, Ele decide, de antemão, o que deseja que aconteça, de modo que a sua vontade antecede e orienta tudo o que acontece. Em segundo lugar, Ele exerce a sua vontade universalmente - sobre os que estão no céu e sobre todos os habitantes da terra. Não há nenhum lugar onde a sua vontade não seja pertinente ou exercida. E, em terceiro lugar, nenhuma criatura de Deus pode frustrar o cumprimento da vontade de Dele, ou acusá-lo de injustiça. Em resumo,o governo de Deus, segundo a sua vontade, é absoluto,universal e eficaz.

Consideremos, ainda, os tipos de realidade sobre os quais Deus reina. A Bíblia contém vários textos que exibem o controle supremo de Deus sobre o bem e o mal, a luz e as trevas, a vida e a morte. Em Isaías 45.6, 7, Deus anunciou "Eu sou o Senhor, e não há outro. Eu formo a luz e crio as trevas; eu faço a paz e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas essas coisas" (Ex 4.11; Dt 32.39; 1Sm 2.6, 7; Ec 7.13, 14; Lm 3. 37, 38). E, embora afirmemos alegremente que Deus é bom (apenas!), e que Deus não aprova o mal, nem o mal habita nele (Sl 5.4), ainda assim devemos afirmar, com as Escrituras, que Ele reina sobre tudo da vida, tanto sobre o seu bem como o seu mal, e que, em tudo o que acontece, "o conselho da sua vontade" (Ef 1.11) é cumprido.

O que as escrituras ensinam sobre a responsabilidade moral humana?

Desde as primeiras páginas da Bíblia, todos os seres humanos são avisados de que Deus nos considera responsáveis pelas escolhas morais que fazemos e pelas ações que realizamos. A lei de Deus - seja a simples lei de não comer o fruto de certa árvore do jardim (Gn 2.16, 17), a lei entregue no Sinai (Ex 20), ou a lei de Cristo (1 Co 9.21;Gl 6.2) -, estabelece a estrutura moral em que as vidas humanas devem ser vividas. Deus "recompensará cada um segundo as suas obras" (Rm 2.6), e este juízo se baseará no fato de que temos perseverança em fazer o bem (Rm 2.7) ou que somos desobedientes à verdade e obedientes à iniquidade (Rm 2.8). Não há como negar que Deus considera a nós, humanos, responsáveis pelas decisões que tomamos e pelas ações que realizamos, e o dia do juízo final trará o testemunho da maneira como decidimos viver a nossa vida.

Assim, Deus é o governante soberano acima de tudo, e os seres humanos são responsáveis diante dele. Mas, como as duas coisas podem ser verdadeiras?

Nós não conseguimos compreender plenamente como as duas coisas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, mas o fato de que elas devem funcionar juntas é exigido pelo claro ensinamento das Escrituras. Consideremos um exemplo escritural em que são vistas as duas coisas - especificamente, uma lição da história de José (Gn 37-45).

Os irmãos de José sentiam uma profunda inveja dele, e passaram a desprezá-lo. Quando se apresentou uma oportunidade, eles o venderam para o Egito (Gn 37.25-36), onde josé foi mal interpretado e maltratado. Apesar disto, a mão de Deus estava sobre José, e ele foi nomeado o segundo no comando do Egito (Gn 41). Durante um período de fome, os seus irmãos viajaram ao Egito para comprar grãos, e ali José se deu a conhecer a eles. O que José lhes disse é tão inacreditável como instrutivo: "Não fostes vós que me enviaste para cá, senão Deus" (Gn 45.8).

"Espere!", poderíamos protestar. "Certamente, eles mandaram José para o Egito!"

Sim, eles fizeram isto, e José o tinha reconhecido anteriormente (Gn45.4). Mas para compreender a plena razão por que foi mandado para o Egito, é preciso considerar não somente os irmãos, mais também, e com maior importância, Deus.

Assim, está claro: Ambos, Deus e os irmãos de José, foram responsáveis por mandá-lo para o Egito. Ambos, o governo soberano de Deus e os atos morais dos irmãos dele, estavam ativos. Como José explicou mais adiante, ao falar com seus irmãos: Vós bem intentaste mal contra mim, porém Deus o tornou bem" (Gn 50.20). Os irmãos de José agiram visando o mal, e Deus, nos mesmos eventos, visando o bem.

Nem todas as perguntas foram respondidas aqui, mas nós verificamos que devemos afirmar tanto o governo soberano de Deus, como a autenticidade da nossa responsabilidade moral. As duas coisas estão unidas nas Escrituras, e o que elas uniram, nenhum homem deve separar.

Bruce A Ware 


 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Disciplina - quer que eu desenhe?

"Já disse por carta que vocês não devem associar-se com pessoas imorais. Com isso não me refiro aos imorais deste mundo, nem aos avarentos, aos ladrões ou aos idólatras. Se assim fosse, vocês precisariam sair deste mundo. Mas agora estou escrevendo que não devem associar-se com qualquer que, dizendo-se irmão, seja imoral, avarento, idólatra, caluniador, alcoólatra ou ladrão. Com tais pessoas vocês nem devem comer. Pois como haveria eu de julgar os de fora da igreja? Não devem vocês julgar os que estão dentro? Deus julgará os de fora. Expulsem esse perverso do meio de vocês."

I Coríntios 5.9-12



Pois é... já imaginaram Paulo falando isso nas igrejas hoje! Acredito que, por mais amoroso que ele fosse, a pessoa que seria "convidada" a sair seria Paulo e não o perverso. 


 

sábado, 11 de março de 2017

Acidente?!

Se o sistema solar foi criado por uma colisão estelar acidental, então o aparecimento da vida orgânica neste planeta foi também um acidente, e toda evolução do homem foi acidente também. Se é assim, então todos os nossos pensamentos atuais são meros acidentes - o subproduto acidental de um movimento de átomos. E isso é verdade para os pensamentos dos materialistas e astrônomos, como para todos nós. Mas se os pensamentos deles - isto é, do materialismo e astronomia - são meros produtos acidentais, por que devemos considerá-los verdadeiros?

Não vejo razão para acreditarmos que um acidente deva ser capaz de me proporcionar o entendimento sobre todos os outros acidentes. É como esperar que a forma acidental tomada pelo leite esparramado pelo chão, quando você deixa cair a jarra, pudesse explicar como a jarra foi feita e porque ela caiu.

C S Lewis




sábado, 4 de março de 2017

Eu Creio!!


"Considerando que, na sabedoria de Deus, o mundo não o conheceu por meio da sabedoria humana, foi do agrado de Deus salvar os que creem por intermédio da loucura da proclamação da sua mensagem." 
(1 Cor 1.21 BKJA)






Sim, sou um desses loucos que crê e prega a mensagem da cruz...

Sim, eu creio em Deus e, consequentemente, creio na sua palavra, a bíblia, texto dentro do contexto...

Sim, creio no Deus triuno...

Sim, eu creio que Jesus Cristo é filho de Deus...

Sim, eu creio que Jesus veio a terra,viveu entre nós, não pecou, morreu em uma cruz para nos salvar, ressuscitou ao terceiro dia e ascendeu aos céus...

Sim, eu creio que Jesus é o único intermediário entre nós e Deus...

Sim, eu creio que só será salvo aquele que aceitar a Jesus Cristo como seu único e suficiente salvador...

Sim, Eu Creio!!
 

jairtomaz@olheparaacruz.com.br



sábado, 18 de fevereiro de 2017

Como devemos lidar com as questões não resolvidas sobre a Bíblia?






Como Deus é verdadeiro e honesto, podemos esperar que a sua autorrevelação escrita (nos manuscritos originais) seja verdadeira, em tudo o que afirma. Mas nem tudo nas Escrituras é perfeitamente claro. O apóstolo Pedro admitiu que os textos de Paulo são de difícil entendimento, em algumas passagens (2 Pe 3.15, 16). Além do material teológico sofisticado, existem a distância histórica e as diferenças culturais, entre o mundo bíblico e o nosso. O que era aparente para Israel e para a igreja primitiva pode parecer menos claro hoje em dia para nós. Mas falta de clareza não significa discrepância.

Alguns críticos citam inúmeras “contradições” que,na realidade, são solucionáveis, com o exame dos textos. Como a Bíblia é, ao mesmo tempo, uma obra de inspiração divina redigida por mãos humanas, podem esperar (1) que nela sejam expressos diferentes estilos de escrita e diferentes personalidades, e (2) o uso de registros ou documentos anteriores e materiais de autores externos à Bíblia (cf. Js 10.13; 1 e 2 Cr; Lc 1.1-4). Nós não devemos exigir que os autores bíblicos citem passagens do Antigo testamento literalmente; eles poderiam generalizar ou resumir, sem ser precisos (por exemplo, o que foi dito no batismo de Jesus; a confissão que Pedro fez de Jesus; os dizeres afixados sobre a cruz de Jesus).

Ao descobrir passagens mais desafiadoras, no entanto, como devemos proceder?



Esclarecer uma passagem, examinando o seu contexto ou usando passagens claras para examinar a que parece confusa. O contexto revela que “justificar” e “obras” em Tiago 2 significam algo diferente do que significam em Romanos 3. Além disto, o ensinamento das epístolas do Novo testamento pode nos ajudar a distinguir entre descrições históricas no livro de Atos e o que é normativo para a vida na igreja,

A ausência de evidência não é evidência de ausência. Os céticos podem mencionar cidades bíblicas que ainda não foram descobertas (embora muitas tenham sido!), concluindo que as Escrituras não são confiáveis. Mas acusações anteriores de ausência de evidência, a respeito dos camelos de Abraão, do povo heteu ou da dinastia de Davi foram revertidas por descobertas arqueológicas posteriores, que confirmam as Escrituras.


Ser caridosos com amor. Vejamos um exemplo. Provérbios 26.4, 5 aconselha a (1) não responder ao tolo segundo a sua estultícia, e, em seguida, (2) a responder a ele! A acusação dos céticos de “estupidez” ou “contradição” não é realista. Certamente devemos conceder o benefício da dúvida ao sábio compilador do livro de provérbios: ele reconheceu que, às vezes, responder a um tolo é apropriado e que, em outras ocasiões, o silêncio é a melhor escolha.
O que a Bíblia descreve frequentemente é diferente do que ela prescreve. Outro exemplo: quando as Escrituras mencionam o voto impensado de Jefté (Jz 11), esse voto não é endossado por Deus.


O autor pode estar usando uma estratégia literária, explicando um detalhe teológico em particular, ou apenas fazendo uma observação; a precisão jornalística nem sempre é a sua preocupação. Mateus 8 e 9 intencionalmente agrupam milagres, não cronologicamente. Mateus enfatiza a importância de Pedro, minimizando, deste modo, as suas tolices, mencionadas em outros Evangelhos.Os dois “grande luminares” de Gênesis 1, ou seja, o sol e a lua, são luzes relativamente pequenas, se comparadas a outros corpos conhecidos hoje no universo, mas a referência da Bíblia é observacional, e não científica (cf. “por do sol”, e não “a rotação da terra”).


Teremos que nos contentar por conviver com perguntas não respondidas. Embora haja muitos excelentes comentaristas e estudiosos evangélicos lidando com as perguntas e dúvidas que possamos ter, muitas coisas não serão totalmente esclarecidas. Agora vemos por espelhos em enigma.


Paul Copan