sábado, 22 de abril de 2017

Vão a todos os povos do mundo e façam com que sejam meus seguidores





         [...], você já notou como grande parte do Antigo Testamento é dedicada a narrativas de vários filhos e filhas de Abraão que foram uma bênção para os povos não judeus?
      Se não chegou a notar esse significado especial de suas histórias favoritas no Antigo Testamento, quero incluir como exemplo as seguintes informações:
  1. O próprio Abraão deu testemunho aos cananeus, filisteus, heteus e, apesar de negativamente, aos egípcios.
  2. José foi um filho de Abraão que compensou a falta de um testemunho claro por parte de seu ancestral à nação egípcia! José abençoou os egípcios de maneira verdadeiramente admirável.
  3. Os espias que entraram em Jericó antes da sua destruição tornaram-se uma benção para Raabe, uma prostituta cananeia e sua família.
  4. Noemi, filha de Abraão, foi uma benção para duas mulheres moabitas, Rute e Orfa.
  5. Moisés tornou-se uma benção para Jetro, seu sogro midianita (Ex 18.1-12).
  6.  O rei Davi fez até mesmo os seus inimigos, os filisteus, reconhecerem a grandeza de Deus.
  7. O profeta Elias foi uma bênção para a viúva de Sarepta, em Sidom (Lc 4.26).
  8. O profeta Eliseu, também foi uma bênção para Naamã, um sírio.
  9. Jonas, embora com relutância, tornou-se uma bênção para a população gentia de Nínive.
  10. O rei Salomão foi uma benção para a "Rainha do Sul", procedente de Sabá (Lc 11.31).
  11. Daniel e seus três companheiros, Sadraque, Mesaque e Abedenego, foram uma bênção para os babilônicos.
  12. Ester e seu tio Mordecai foram uma benção para todo o Império persa (v. Et 8.17).
  13. Ezequiel, Jeremias, Esdras, Neemias e outros profetas levaram a Palavra do Senhor a várias nações gentias.

[...]

E não apenas isso, mas existem também mais de 300 passagens afirmativas no Antigo Testamento que ampliam a promessa divina selada com juramento, no sentido de abençoar todas as nações da terra (v., por exemplo, o Salmo 67 e Isaías 49.6).

O Fator Melquisedeque - Don Richarson - Ed. Vida Nova


  

domingo, 16 de abril de 2017

Páscoa



Celebre a Páscoa e agradeça a Deus pelo sangue de Jesus derramado por nós.


Uma noite antes de entregar a vida para expiar os pecados da humanidade, Jesus celebrou a Páscoa com os seus discípulos. Chegara o dia em que o Cordeiro deveria ser morto. Cristo então enviou Pedro e João a fim de que fizessem os preparativos e assim pudessem comemorar juntos.
Os discípulos, seguindo a instrução de Jesus, prepararam a refeição. Depois que todos já se haviam postado ao redor da mesa, Jesus, sabendo que em poucas horas ia ser torturado e morto, declarou: “Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês antes de sofrer. Pois eu lhes digo: Não comerei dela novamente até que se cumpra no Reino de Deus” (Lc 22. 15,16).
Enquanto comiam, Jesus pegou o pão, deu graças, partiu-o e o entregou aos discípulos, dizendo: “Isto é o meu corpo dado em favor de vocês; façam isto em memória de mim” (v. 19).
Então tomou o cálice nas mãos e explicou: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue, derramado em favor de vocês” (v. 20).
Foi um momento maravilhoso na celebração daquela festa tão importante. Em poucas horas Jesus se tornaria o Cordeiro imaculado do sacrifício, morto para remover os pecados da humanidade!
Deus determinou que a Festa da Páscoa seja celebrada para sempre, por todas as gerações, começando com Moisés e os filhos de Israel: “Estas são as festas fixas do SENHOR, as reuniões sagradas que vocês proclamarão no tempo devido: a Páscoa do SENHOR, que começa no entardecer do décimo quarto dia o primeiro mês” (Lv 23. 4,5). E também: “Este dia será um memorial que vocês e todos os seus descendentes celebrarão como festa ao SENHOR. Celebrem-no como decreto perpétuo” (Ex 12. 14).
Deus enfatizou que essas eram as suas festas e se referiu à Páscoa como a “Páscoa do Senhor”. Os filhos de Israel iniciavam o ano com essa festividade, realizando-a no décimo quarto dia do primeiro mês, durante a primeira colheita da cevada, o que corresponde ao mês de abril em nosso calendário.
O propósito de Deus ao estabelecer essa festa era lembrar a todos a libertação sobrenatural de Israel do cativeiro e o cordeiro do sacrifício, que os protegera do anjo da morte, quando este veio matar os primogênitos dos egípcios.
A Páscoa deveria ser um tempo de regozijo e celebração. O termo “Páscoa” vem do hebraico pessach e significa “passar por cima”, uma alusão a passagem do anjo da morte sobre as casas ungidas com sangue.
Para relembrar a libertação do cativeiro, no décimo dia do mês, cada família selecionava um cordeiro, um para cada casa. O animal tinha de ser macho de um ano e não podia ter defeitos (Êx 12. 3,5,6).
No décimo quarto dia, o chefe de cada casa matava o cordeiro e o apresentava ao sacerdote, que aspergia o sangue do animal sobre o altar. O sangue também era borrifado, com um ramo de hissopo, na verga e nos umbrais da porta de entrada da casa do ofertante.
Na mesma noite, todos os familiares se reuniam e comiam a Páscoa. O cordeiro era assado, e eles o comiam com pão sem fermento e ervas amargas. Antes e depois da refeição, os israelitas cantavam o hallel: iniciavam entoando os Salmos 103 e 104 e terminavam cantando os Salmos 105 a 108.
Foi essa mesma refeição que Jesus celebrou com seus discípulos. Ao tomar o pão, dar graças e distribuí-los aos discípulos, estava se identificando com o holocausto. Ao passar-lhes o cálice de vinho, informou-lhes de que o seu sangue seria derramado para purificar a humanidade do pecado.
Jesus declarou aos discípulos: “Desejei ansiosamente comer esta Páscoa com vocês antes de sofrer” (Lc 22.15). Ele era o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo (Ap 13.8). Muito antes que a terra fosse tomada, Ele estava aguardando esse dia, em que ia entregar a própria vida em sacrifício.
Por meio de sua morte, Jesus cumpriu a Páscoa. Como Cordeiro de Deus, foi morto, e o seu sangue foi derramado para nos redimir dos pecados. “Ele foi oprimido e afligido; e, contudo, não abriu a sua boca; como um cordeiro foi levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada, ele não abriu a sua boca” (Is 53.7).
O sangue do cordeiro colocado nos umbrais da porta protegeu os israelitas do anjo da morte, pois foi esse o meio que Deus usou para livrá-los do cativeiro egípcio.
O sangue de Cristo derramado na cruz e aspergido sobre a nossa vida nos purifica do pecado e nos livra da escravidão de Satanás e da morte eterna. O sangue de Cristo é a base para nossa libertação.
Não somos mais escravos do pecado, e sim filhos de Deus! Não temos mais de permanecer presos à doença, às moléstias ou à pobreza. Já fomos libertos! O sangue do Cordeiro imaculado de Deus nos libertou! Estamos livres do pecado e de suas consequências. Deus já concedeu a provisão plena para suprir todas as nossas necessidades!
A vontade de Deus é que guardemos a Páscoa. Paulo recomenda aos coríntios: “Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. Por isso, celebremos a festa, não com fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento, os pães da sinceridade e da verdade” (1Co 5.7,8).
O apóstolo recomendou que “celebremos a festa”, mas como fazer isso?
Jesus declarou: “Façam isto em memória de mim” (Lc 22.19). participar da Ceia do Senhor é mais que cumprir ordenança. Guardamos a festa da Páscoa aspergindo o sangue em nossa vida, pela fé. CRISTO É O NOSSO CORDEIRO PASCAL SACRIFICADO EM NOSSO LUGAR!
O “fermento velho” ao qual Paulo se refere é o pecado.
O pão sem fermento, comido durante a refeição da Páscoa com o cordeiro assado, representava a vida pura e sem pecado de Cristo. Era feito com farinha fina e assado em forma de panqueca. Durante a festa, não podia haver nenhum tipo de fermento na casa dos israelitas. Os filhos de Israel faziam uma inspeção rigorosa na despensa para ter a certeza de que não havia mais vestígio de fermento na casa.
Sabendo que o sangue de Cristo nos libertou completamente da escravidão de Satanás, devemos purificar-nos de todo o pecado. O “fermento” da maldade e da perversidade deve ser lançado fora. Da mesma forma em que não podia haver fermento na casa dos israelitas durante a Páscoa, devemos consagrar-nos a Deus e anular as obras da carne.
Assim como os israelitas comeram o cordeiro pascal e receberam força e suprimento para a sua jornada após a libertação do cativeiro do Egito, devemos buscar o nosso alimento espiritual e a nossa força – enfim, toda a nossa vida – na comunhão com o Senhor.
Guardamos a Páscoa tomando posse, pela fé, das provisões divinas: salvação, libertação, cura, força, sabedoria e tudo o mais que Ele reservou para nós!



Bíblia de Estudo – Editora Central Gospel – págs. 1329 e 1330 


sábado, 15 de abril de 2017

7º Aniversário do Blog!!!





07



Anos


jairtomaz@olheparaacruz.blogspot.com.br

Como um sistema total.





Entender o Cristianismo como um sistema total de vida é absolutamente essencial, por duas razões. Primeiro, nos capacita a dar sentido ao mundo em que vivemos e assim ordenar nossas vidas mais racionalmente. Segundo, nos capacita a entender as forças hostis à nossa equipando-nos para evangelizar e defender a verdade cristã como o instrumento de Deus para transformar a cultura.


E agora como viveremos? - Charles Colson & Nancy Pearcy


sábado, 8 de abril de 2017

não apenas fisicamente, mas também conceitualmente.




"Porque não simplesmente confiar no evangelho simples?", alguns podem perguntar. A resposta é que Deus nos chamou para amar as pessoas o suficiente para ir aonde elas estão - não apenas fisicamente, mas também conceitualmente. Devemos ouvir suas perguntas e formar respostas que elas possam entender. Deus é soberano, claro, e pode penetrar até no mais duro dos corações com sua Palavra. Mas nós, como seus instrumentos, somos chamados a amar as pessoas o suficiente para alcançá-las em sua própria linguagem. Isto é, de fato, o que missionários fazem no estrangeiro; e hoje, mais do que nunca, somos estranhos em nossa própria terra, desenvolvendo cosmovisões missionárias para nossa própria cultura pós-cristã e pós moderna.


E agora como viveremos? - Charles Colson & Nancy Pearcy



sábado, 1 de abril de 2017

Discipulado da mente.




O chamado cristão não é somente para salvar almas, mas também para salvar mentes. Nas palavras de Harry Blamires, um aluno de C S Lewis, "não há lugar na cristandade para uma cultura do espírito que negligencie a mente". Essa noção deve soar estranha para muitas pessoas, mas certamente é bíblica. Segundo Jesus, o maior mandamento é: "Amarás ao Senhor teu Deus, de todo  o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento" (Mateus 22.37, ênfase adicionada). Amar a Deus com todo o pensamento, ou entendimento, ou mente significa entender as ordenanças de Deus para toda criação, para o mundo natural, para as sociedades, para os negócios, para as escolas, para o governo, para a ciência, para as artes. O apóstolo Paulo nos diz para levar "cativo todo entendimento à obediência de Cristo" (2 Cor 10.5). Ele também afirma para que ofereçamos nossos corpos em "sacrifícios vivo" e então explica o que isso significa: "E não vos conformeis com este mundo, mas transformei-vos pela renovação de vosso entendimento" (Rm 12.1-2).


E agora como  viveremos? - Charles Colson & Nancy Pearcey




sábado, 25 de março de 2017

O Legalismo - A observância de certos dias


O legalismo é a religião da realização humana.Defende que a espiritualidade é baseada nas obras ou em Cristo mais as obras. Nesse caso, a medida da espiritualidade fica na dependência daquilo que o homem é capaz de fazer. Os verdadeiros cristãos, entretanto, são aperfeiçoados em Cristo, que lhes garantiu completa salvação,perdão e liberdade.


A observância de certos dias

As celebrações anuais dos judeus são a Páscoa,o Pentecostes e a Festa dos Tabernáculos (cf Lv 23).Sacrifícios eram oferecidos no primeiro dia do mês ou na lua nova (cf. Nm 28.11-14). Paulo cita também os "sábados",outro dia santo da antiga aliança, do qual não se exige a observância dos cristãos. Sobre isso, podemos encontrar as seguintes evidências nas escrituras:

1- o sábado era sinal da antiga Aliança (Ex 31.16-17; Ne 9.14; Ez 20.12), portanto, aos cristãos não se exige que cumpram os sinais do antigo pacto (Hb 8.13);

2- o Novo Testamento, em nenhum lugar, recomenda que o cristão guarde o sábado;

3- os cultos na igreja primitiva eram realizados no domingo, o primeiro dia da semana,

4- não há sinal no Antigo Testamento de que Deus esperava que as nações gentias observassem o sábado, nem que foram condenados por não fazê-lo;

5- não há evidência de que se guardava o sábado antes de Moisés, nem há qualquer mandamento para o sábado, anterior à lei dada ao povo de Israel no monte Sinai;

6- o Concílio de Jerusalém não impôs a guarda do sábado aos crentes gentios;

7- Paulo,nas epístolas que escreveu, preveniu os gentios acerca de diversos pecados,mas nunca acerca da quebra do mandamento do sábado;

8- Paulo censurou os gálatas por pensarem que Deus esperava que eles observassem dias especiais,incluindo o sábado (Gl 4.10-11);

9- Paulo ensinou que guardar o sábado era uma questão de liberdade cristã (RM 14.5);

10- os pais da igreja primitiva,de Inácio a Agostinho, ensinaram que o sábado do Antigo Testamente foi abolido e que o primeiro dia da semana (domingo) era o dia em que os cristãos deveriam encontrar-se para prestar culto a Deus. Isso contraria o argumento de alguns de que o culto dominical somente foi instituído no quarto sécuo (cf. MacArthur,p. 118-119).