sábado, 14 de janeiro de 2017

Compreender Deus




A confissão de que o intérprete necessita de iluminação espiritual para entender o texto difere radicalmente da confissão - se bem que em geral não declarada - da maioria dos teólogos bíblicos e exegetas, desde o surgimento do Iluminismo. Em seu estudo ainda influente, J. A. Ernesti opõe o método científico ao método espiritual. Ele nega o pressuposto de que "as Escrituras não podem ser devidamente explicadas sem oração e sem uma simplicidade piedosa de mente". No entendimento de Ernesti, a "simplicidade piedosa de mente é inútil na investigação da verdade das Escrituras". Não se pode conhecer e entender de verdade o Autor divino do texto nem o sentido que quis dar ao texto sem um compromisso espiritual com ele. Nossa hermenêutica é sacra porque o Autor é espírito e é conhecido pelo espírito humano por intermédio de seu Espírito Santo. "Ninguém conhece as coisas de Deus, a não ser o Espírito de Deus" (1Cor 2.11). Martinho Lutero ensinava que, "se Deus não abrir nem explicar as Sagradas Escrituras, ninguém pode entendê-las; permanecerá um livro fechado, envolto em trevas".


Teologia do Antigo Testamento - Bruce K. Waltke - Editora Vida Nova



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

E nós?





Por isso não desanimemos. Embora exteriormente estejamos a desgastar-nos, interiormente estamos renovados dia após dia, pois os nossos sofrimentos leves e momentâneos estão produzindo para nós uma glória eterna que pesa mais do que todos eles. Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê.



2 Coríntios 4.16-18




Autor do texto: Paulo. Sim, aquele mesmo Paulo que foi preso por pregar o evangelho, foi cinco vezes açoitado, foi apedrejado, três vezes vítima de naufrágio... passou fome e sede... mas como?

Bem, Paulo realmente via e vivia o significado da Palavra de Deus...e nós?


 Deus nunca disse que a viagem seria fácil, mas  sim que valeria a pena!


                                                   
                                                   
                                       Jair Tomaz
jairtomaz@olheparaacruz.com.br


sábado, 7 de janeiro de 2017

Pré-condição.


As Escrituras não estão em nosso poder. Não estão à disposição de nosso intelecto nem obrigadas a entregar seus segredos àqueles que possuem treinamento teológico, só porque são instruídos. As Escrituras impõem um significado próprio e, por meio da fé, unem a alma a Deus. Como a iniciativa da interpretação das Escrituras permanece nas mãos de Deus, temos de nos humilhar em sua presença e orar para que ele nos conceda entendimento e sabedoria enquanto meditamos no texto sagrado. Embora a ideia de que Deus concede aos humildes a compreensão das Escrituras possa nos encorajar, também devemos dar ouvidos à advertência de que a verdade de Deus jamais poderá coexistir com o orgulho humano. Humildade é a pré-condição hermenêutica para a exegese autêntica.

David C Steinmetz



 

sábado, 31 de dezembro de 2016

Criando um deserto.


Estamos sempre contemplando duas paisagens ao mesmo tempo: a paisagem diante de nossos olhos - o mundo fenomenológico - e a paisagem em nossa mente, aquilo a que o poeta Gerard Manley Hopkins se referiu como "nossa essência interior". Uma está em interação constante com a outra. Se, portanto, concebemos o mundo como um deserto, também o fazemos assim.

James Houston






sábado, 24 de dezembro de 2016

Seja cuidadoso!

Se somos salvos por boas obras, não precisamos de Deus - lembretes semanais do que fazer e do que não fazer vão nos levar ao céu. Se somos salvos pelo sofrimento, certamente não precisamos de Deus. Tudo o que precisamos é de um chicote e uma corrente, e o evangelho da culpa. Se somos salvos pela doutrina, pelo amor de Deus, vamos estudar! Não precisamos de Deus. Precisamos de um dicionário. Pese as questões. Explore as opções. Decifre a verdade.



Mas seja cuidadoso, aluno. Pois se a salvação depende da doutrina correta, então um erro pode ser fatal. Isso serve para aqueles que acreditam que podem se justificar perante Deus por meio das obras. Espero que a tentação nunca seja maior que a força. Se for, uma queda pode ser um mau presságio. E aqueles que acham que somos salvos pelo sofrimento, tomem cuidado também, pois nunca se sabe quanto sofrimento é exigido.

De fato, se estiver salvando a si mesmo, você nunca tem certeza de nada. Você nunca sabe se foi ferido o suficiente, se chorou o suficiente ou se aprendeu o suficiente. Este é o resultado da religião computadorizada: medo, insegurança, instabilidade. E, mais ironicamente, arrogância.

É isso mesmo - arrogância. O inseguro é aquele que mais se gloria. Aqueles que estão tentando salvar a si mesmo se autopromovem. Aqueles que são salvos pelas obras exibem obras. Os que se salvam pelo sofrimento revelam cicatrizes. Aqueles que são salvos pelas emoções demonstram seus sentimentos. E aqueles que são salvos pela doutrina - você entendeu. Eles penduram a doutrina no pescoço.

Você ousa se colocar diante de Deus e pedir que ele o salve por conta do sofrimento, de seu sacrifício, de suas lágrimas ou de seu estudo?
Eu também não.
Paulo também não. Foram necessárias décadas para ele descobrir o que escreveu em apenas uma frase.
"O homem é justificado pela fé" (Rm 3.28)

Não é por boas obras, sofrimento ou estudo. Tudo isso pode ser resultado da salvação, mas não são a causa dela.

Como você pode escapar do julgamento de Deus? Só existe uma maneira. Pela fé no sacrifício de Deus. Não é o que você faz; é o que Ele fez.


Max Lucado


 

sábado, 17 de dezembro de 2016

sábado, 10 de dezembro de 2016

Atemporal!


Jesus não se contenta em simplesmente curar o corpo - ele também quer curar a alma. Ele deixa o físico de lado e trabalha com o espiritual. A cura do corpo é temporal; a cura da alma é eterna.