sábado, 20 de agosto de 2016

!?





Quando se sentiu pronto,
faltava tanto, foi duro de encarar.
E quando se sentiu santo,
Um tapa bem na face te colocou no seu lugar.



Errando e Aprendendo  - Banda Resgate


 

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Imerso.







Escute.

Você não foi borrifado pelo perdão.

Você não foi salpicado pela graça.

Você não foi polvilhado pela bondade.

Você foi imerso nela.

Você está coberto pela misericórdia.

Você é um peixinho no oceano da misericórdia de Deus.

Deixe que ela o transforme!



Max Lucado



sábado, 13 de agosto de 2016

Inferno -- Reflexões




Inferno: conceito

Para responder a esta questão é necessário identificar o que significam os conceitos de Paraíso e Inferno. Estes não podem ser "locais" no sentido estrito do termo, pois são estados metafísicos, e portanto supra espaço e tempo. Estes estados se referem a uma condição de maior ou menos proximidade em relação a Deus. Na doutrina cristã, Paraíso é um estado consciente de Proximidade e União com Deus. Inferno é um estado consciente de distância e desunião com Ele.

Ora, se Deus é A Realidade, o SER, único que tem real existência, todos os outros existindo apenas na medida em que participem deste SER Absoluto(conceito cristão de Deus), segue-se que o Paraíso é um estado mais pleno de ser. O ente que se une conscientemente a Deus tem maior participação na Realidade Absoluta e é, então, mais pleno e real ele mesmo. O Paraíso nada mais é do que um estado de união com o Absoluto, e, portanto, um estado superior de existência(Daí: ”Vim para que tenham vida, e a tenham em abundância”).

O Inferno é o contrário disto, é um estado inferior de existência na medida em que é o grau da distância de um ente em relação ao SER.

Salvação da alma é um conceito que remete à idéia de união com o Absoluto. A alma está salva quando participa da Natureza Divina em máxima semelhança com Ela, podendo vivenciá-la sem intermediários.

Falta definir mais um conceito antes de entrar no assunto específico do tópico: O que os Patriarcas, que escreveram sobre a Justiça Divina considerando-a um atributo divino, queriam dizer com o termo?


 II: Justiça Divina em relação a Criação
Nos textos da Antiguidade Clássica e dos Patriarcas cristãos, bem como nos dos pensadores hebreus, a Justiça Divina tem, para além dos aspectos morais(que estão englobados na análise que eu vou fazer), os seguintes significados:

1)A Criação é um Cosmos, ou seja, Ordem. O caos indiferenciado e homogêneo é o contrário de criação, pois esta pressupõe uma multiplicidade de entes que interagem uns em relação aos outros em determinada forma organizacional. As metáforas utilizadas pelos antigos para falar a respeito da Criação eram as de um organismo. Um organismo é Uno em sua Totalidade, mas múltiplo devido a sua complexidade. Em um organismo, a ordenação de suas múltiplas partes têm de contribuir para a Unidade Total. Se não contribuírem, a unidade, ou seja, o organismo, entra em crise e morre. Em outras palavras, deixa de existir.

Ora, O Cosmos(a criação entendida em toda a sua totalidade e unidade espaço temporal, e não apenas atual) é também um organismo, cujas partes têm de contribuir para o seu sentido geral. Justiça é justamente a atividade ordenadora das diferentes partes do Cosmos, de modo que este se sustente no tempo e espaço, em vez de voltar ao Caos, ou seja, a fim de evitar que o Cosmos morra, ou que não cumpra seu sentido último, sua finalidade.

A Justiça de Deus é, então, uma atividade pela qual Ele, exercendo uma ordenação absolutamente correta das partes do organismo cósmico, sustenta a existência do mesmo de modo que este possa chegar ao seu fim, cumprir sua finalidade.

Este é o primeiro significado da Justiça Perfeita Divina: Aquela que impede que o Caos, o retorno a matéria indiferenciada(a matéria prima dos escolásticos), se implante devido a uma má ordenação das partes em relação ao Todo. Se Deus não ordenasse o Universo, o Cosmos não existiria, pois é esta atividade ordenadora, que mantém a diferenciação entre os entes, e a existência, portanto, de cada um deles e do Todo(Criação) do qual fazem parte.


III: A Justiça Divina é também Amor
A Justiça Divina é Perfeita porque sua atividade ordenadora é tal que impede um desequilíbrio entre as partes de modo que se instaure uma doença que leve o organismo cósmico à morte. Em outras palavras, a Justiça Divina mantém cada coisa em seu lugar, a fim de que elas(cada uma delas e a totalidade delas) possuam existência e que o Cosmos como um todo cumpra a finalidade para o qual ele existe.

Este é um ponto que considero muito importante: A Justiça de Deus não está, então, separada de Seu amor(o que é óbvio: todos os atributos de Deus são, na verdade, um só, já que a Essência Divina é absolutamente simples e Una): O exercício de Justiça garante a existência de cada ser.

IV: A Justiça aplicada ao indivíduo
2)O segundo significado de Justiça não é diferente deste primeiro, mas apenas sua aplicação a nível individual. Neste caso, a Justiça é a atividade Divina que mantém cada ente em uma correta relação com o Todo. É a atividade que não permite que um ente introduza, por sua ação, um desequilíbrio tal que afete o Cosmos, comprometendo a sua existência.
No caso de seres com livre arbítrio, a Justiça atua de forma tal que, apesar(e por meio) do exercício da liberdade, seja qual for a escolha singular que daí advenha, esta seja sempre reequilibrada, ou não deixe de estar harmonizada, em relação ao Todo final e seu sentido último.


Se Deus permitisse que a ação de uma parte comprometesse a existência de outras, Sua Justiça não seria Perfeita, pois sua atividade ordenadora teria sido vencida pelo caos gerado por tão somente uma parte.

Ao mesmo tempo, Ele ordena as consequências desta escolha atuando sobre o ser que a realizou de modo que ele ganhe um novo lugar, uma nova posição, no ordenamento geral das coisas. Ou seja, uma nova posição no Cosmos.

Em virtude de suas próprias escolhas, e da atividade ordenadora de Deus (Justiça), cada ser com livre arbítrio decide sua própria posição, seu próprio lugar atual, no Todo da Criação. Assim a Justiça é cumprida tanto a nível individual quanto a nível Cósmico, ou total.Cada ser com livre arbítrio decide sua posição no ordenamento geral do Cosmos. Ao mesmo tempo o Cosmos não tem sua existência comprometida, pois continua ordenado de modo que possa cumprir o fim pelo qual foi criado. Deus é então Justo. Mais ainda: Perfeitamente Justo.

A Justiça de Deus é, então, Amor, ao mesmo tempo que dá ao homem a liberdade para se utilizar deste amor gratuitamente oferecido do modo como quiser.

Vou abordar agora o tema específico do tópico, a questão da Justiça do Inferno:


V: o limitado não pode conhecer o Absoluto
Aplicando o conceito de Justiça, pelo qual um ser com livre arbítrio escolhe sua própria posição no ordenamento geral da criação, vou tentar responder a questão se não há o caso de um homem, por seus próprios méritos, realizar sua salvação – a união consciente com o Absoluto em máxima semelhança com Ele.

Vou então abordar a Justiça do Inferno por meio da avaliação da possível Justiça do seu estado oposto, ou seja, o Paraíso.

Em outras palavras: um homem, poderia, por meio da obediência à Justiça Divina, e através mesmo dela, alcançar a posição, ou o estado, de união com o Absoluto em máxima semelhança com Ele(Salvação da Alma)?

Sendo Deus Absoluto e Infinito, como um ente pode alcançá-lo e unir-se a Ele sem intermediários de qualquer espécie? Pode o homem alcançar o Absoluto? Ora, o homem é um ser limitado(ou, dizendo teologicamente, pecador).Daí se conclui que se algum homem alcançar, por seus próprios méritos, o Absoluto, este não é realmente Absoluto, pois pode ser alcançado (há diversas formas teológicas de se afirmar isto, enfatizando o aspecto moral: Se um pecador enquanto tal fosse admitido no Paraíso isto violaria a Santidade de Deus - o limitado não pode alcançar o Ilimitado).

O Absoluto, por sua própria Natureza, é Ilimitado. Como um homem poderia romper sozinho as suas limitações de ser criado e cósmico e se unir ao Ilimitado? Se por mais infinita que for a existência de uma alma algo nela faltar para que ela se una ao Infinito e Ilimitado, este algo, em virtude do próprio conceito de Absoluto, será sempre um infinito. Um ser limitado, por mais que acresça e some a si mesmo, jamais alcançará o Ilimitado. Da mesma forma, uma soma de finitos, não pode dar por resultado o Infinito, pois este é ausência de finitude, e não a totalidade dos finitos.


VI: O Inferno é Justo
Nenhum ser humano tem, em si próprio, capacidade de romper a barreira de suas limitações e vivenciar diretamente a Realidade Última (salvação da alma). Os seres humanos não podem, em virtude de suas imperfeições, atingir o estado necessário para alcançarem a natureza íntima do SER, participando dela, e realizando em si a Vida Eterna(dizendo teologicamente, nenhum de nós tem capacidade ou mérito para "ver Deus face a face")

A conclusão é: Não é possível apenas pelo rigoroso cumprimento da Justiça a união com o Absoluto.

É injusto então que os homens não se salvem? Não, pelo contrario! A não união com o Absoluto advém da rigorosa aplicação da Justiça Divina. Por isto mesmo é justo que ninguém se salve, ou seja, que ninguém se una com o Absoluto.

Ninguém pode ir ao Absoluto pela aplicação da Justiça, ou dizendo em termos teológicos, ninguém pode por méritos próprios vivenciar o Paraíso, e ver Deus face a face.Pela rigorosa aplicação da Justiça Perfeita, estamos todos "condenados" a não participarmos conscientemente de Deus e, portanto, permanecermos em um estado inferior de existência, desprovidos de vida plena. E tudo que não é plenitude de vida é, em alguma medida, morte e impermanência.

Resta uma última pergunta: Deus nos criou sem condições de vivenciá-lo diretamente?


VII: O Homem é Livre
A resposta cristã é não: A Queda, por meio da qual o homem se afastou de Deus, se deu por livre arbítrio humano. Além disto, pode ser suplantada também pela aplicação desta mesma liberdade. Mas não por meio da Justiça tão somente (entendendo este conceito de maneira analítica), e sim pelo da Graça. Mas isto é outro papo.

Concluindo: O inferno, estado metafísico possível do homem após a morte, é absolutamente justo. Não é um ato de crueldade, muito pelo contrário: é também um ato de amor.

A Justiça Divina ordena os entes que se recusam a vivenciá-lo de maneira consciente em um estado condizente com esta escolha.

Mantém a existência dos entes que se recusaram a participar conscientemente do SER, o único subsistente por Si mesmo, e sem o qual nada tem real existência: Logo após o Juízo Final, cada ser deste, mesmo não participando dos "Novos Céus e Nova Terra", continuará a existir já que Deus está presente, por meio de Sua Justiça, tb no Inferno.(ou seja, aqueles que condenam a si mesmos não retornam ao nada).                
E, sendo eu sim um pouquinho cruel: Deus dá a cada homem a oportunidade de se livrarem da consciência da Presença do próprio Deus, eternamente. E tem gente que ainda diz que Ele é tirano. Muito pelo contrário :)



                                                                                   Por André Luiz Dos Reis em Pão Vinho.





quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Genialidade da graça.




A confiança de Deus nos deixa ansiosos para fazer o que é certo. Essa é a genialidade da graça. A lei pode nos mostrar onde estamos errando, mas não pode nos deixar ansiosos para fazer o que é certo. A graça pode.


Max Lucado



sábado, 6 de agosto de 2016

Aquele que Faz




"Nem todo aquele que me diz: Senhor, Senhor, entrará no Reino dos Céus, senão aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos Céus."

Mateus 7.21